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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
PRODUÇÃO DE VÍDEOS EDUCATIVOS SOBRE HIV COM ACESSIBILIDADE EM LIBRAS: APLICAÇÃO DO ARCO DE MAGUEREZ
Relatoria:
Emanoelle Fernandes Silva
Autores:
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: A educação em saúde utilizando tecnologias audiovisuais é fundamental na prevenção do HIV e de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). No entanto, populações específicas, como pessoas surdas, enfrentam barreiras de acesso a essas intervenções. A inclusão da Língua Brasileira de Sinais (Libras) é crucial para garantir a acessibilidade. Este estudo descreve a aplicação do Arco de Maguerez na criação de vídeos educativos acessíveis sobre prevenção combinada para HIV/ISTs, com tradução em Libras. Método: A abordagem teórico-metodológica utilizou o Arco de Maguerez para incorporar a acessibilidade em Libras em vídeos educativos desenvolvidos pelo programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Federal do Ceará, entre 2022 e 2023. Os vídeos tiveram como população alvo pessoas jovens e foram validados quanto a conteúdo e aparência. A produção dos vídeos, incluindo interpretação em Libras, foi aprovada pelo comitê de ética (parecer: 4.864.109) e contou com financiamento do Conselho Nacional de Pesquisa (Processo CNPq 442781/2019-9). Resultados: Observou-se que muitas tecnologias de saúde carecem de acessibilidade em Libras e há uma escassez de materiais educativos para surdos sobre prevenção de HIV/ISTs. Identificaram-se pontos-chave para inclusão, como a necessidade de intérpretes de Libras capacitados em contextos de saúde, adaptação de roteiros para a gramática de Libras, e criação de conteúdos visualmente claros. A teorização e hipóteses de solução envolveu princípios de comunicação inclusiva e a eficácia da tradução em Libras, com a seleção de uma intérprete que é enfermeira, certificada como tradutora e intérprete, e conhecedora das temáticas abordadas. Foram produzidos seis vídeos animados de curta duração sobre: testagem regular para HIV/ISTs; redução de danos; vacinação contra hepatite B; uso de preservativos masculino, feminino e gel lubrificante; Profilaxia Pré-Exposição (PrEP); e prevenção da transmissão vertical do HIV. A intérprete seguiu etapas de tradução dos roteiros, escolha de sinais específicos, e gravação das interpretações em fundo neutro. A janela da intérprete foi incluída em cada vídeo, que foram divulgados no YouTube. Conclusão: A metodologia aplicada facilitou a criação de materiais inclusivos e eficazes, promovendo a disseminação de informações precisas para pessoas surdas e contribuindo para uma educação em saúde mais inclusiva, reflexiva e orientada à prática.