
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
ANÁLISE EPIDEMIOLÓGICA DA DENGUE NO MUNICÍPIO DE JUAZEIRO DO NORTE-CE: 2020 A 2024
Relatoria:
Amanda Leal Bezerra
Autores:
- Cícera Rayane da Silva
- Karine de Souza Oliveira
- Kethylen Yasmin Lucena Furtado
- Israel Ferreira de Oliveira
- Helvis Eduardo Oliveira da Silva
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: A dengue é uma doença infecciosa que tem como vetor o mosquito Aedes aegypti, que se multiplica em locais com água parada e é muito comum em áreas tropicais. Até o momento são conhecidos quatro sorotipos DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4 que apresentam distintos materiais genéticos. Nesse sentido, a dengue configura-se atualmente como uma das principais e mais frequentes doenças virais devido à falta de visibilidade pública e governamental, presentes em regiões mais precárias. Objetivo: Analisar a incidência da dengue entre os anos de 2020 a 2024 no município de Juazeiro do Norte, no Ceará. Método: trata-se de um estudo epidemiológico descritivo, realizado durante os meses de fevereiro a junho de 2024, utilizando dados secundários que apontam como se deu essa evolução a partir da análise de uma série de variáveis disponíveis na plataforma do Departamento de Informação e Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS), que se configura em um sistema que reúne dados sobre a situação sanitária do Brasil, e em boletins epidemiológicos sobre arboviroses. Resultados: No período estudado, observou-se uma incidência de casos confirmados na cidade de Juazeiro do Norte- CE, devido ao clima favorável da região para reprodução do vetor, e pelo contínuo processo de urbanização e problemas relacionados a limpeza urbana, aumento de lixo, e mudanças climáticas. Ademais, de acordo com resultados do presente estudo, o ano de 2020 apresentou maior incidência no número de casos confirmados de dengue, destacando-se alguns contextos e grupos que foram mais acometidos, como, mulheres, crianças de 10-14 anos e adultos de 20-39 anos, além disso, a região do estudo apresentou maior evolução de cura e dois casos de óbito pela doença no ano de 2020. Esse maior registro pode ser explicado por uma relação com a Pandemia do COVID-19, bem como, a elevação do nível pluviométrico e as falhas nas ações de controle do mosquito vetor (Aedes aegypti), que contribuíram para o aumento dos casos de dengue nesse período. Conclusão: Observa-se, portanto, a necessidade de um melhor aprimoramento nas ações de prevenção, implementando estratégias de controle do vetor, além da participação das políticas públicas, proporcionando melhorias para a cidade.