
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
PERSPECTIVA DA ENFERMAGEM NA BUSCA ATIVA E MANUTENÇÃO DO POTENCIAL DOADOR DE ÓRGÃOS
Relatoria:
Micaelle de Sousa Silva
Autores:
- ANTÔNIO HENRIQUE SILVA DOS SANTOS
- PEDRO HENRIQUE AZEVEDO DOS SANTOS
- ANA FLÁVIA PAIVA FURTADO
- ANA CARLA BARBOSA DE MOURA SILVA
- MARIA ALICE PEREIRA ALCOFORADO CARNEIRO
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Relato de experiência
Resumo:
Introdução: O transplante de órgãos e tecidos é um dos procedimentos mais complexos dos últimos séculos, comparados a grandes feitos científicos. A doação e alocação de órgãos configuram-se como um processo trabalhoso e delicado que depende da confiança da população no sistema e do comprometimento dos profissionais de saúde no diagnóstico de morte encefálica. Assim, as Comissões Intra-Hospitalares de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT), destaca-se na busca ativa de morte encefálica, com o intuito de melhorar a efetivação de doadores de órgãos. Objetivo: Relatar a experiência vivenciada durante rodizio curricular na CIHDOTT de um hospital Pernambucano. Método: Estudo descritivo, do tipo relato de experiência, sobre a experiência vivenciada como Enfermeira em uma instituição pública referência em trauma, no setor da CIHDOTT, no município de Recife, Pernambuco. O rodízio ocorreu no mês de março de 2024, e aconteceu conforme cronograma do segundo ano do programa de Residência de Enfermagem em Transplante Cardíaco e Assistência Circulatória Mecânica (ACM). Resultados: A experiência propiciou o acompanhamento de buscas ativas de potenciais doadores de órgãos nos setores críticos do hospital como salas de estabilização, unidade de terapia semi-intensiva, intensiva e sala de recuperação pós anestésica, além de busca ativa de potenciais doadores de córneas em ambientes como necrotério. A equipe multidisciplinar da referida CIHDOTT conta principalmente com enfermeiras, assistente social e burocrata. Cabia privativamente à enfermeira planejar, executar, coordenar, supervisionar e avaliar os procedimentos de enfermagem relativos tanto ao doador de órgãos e tecidos quanto ao receptor e seus familiares. Durante o rodízio foi possível vivenciar de perto a entrevista familiar do potencial doador, desde seu primeiro acolhimento; a abertura do Protocolo de Morte encefálica, incluindo o exame de imagem, no caso o ultrassom Doppler; estabilização dos pacientes, como também conseguir experienciar de perto a captação e extração de córneas, ato este privativo do enfermeiro. Considerações finais: Assim, foi possível adquirir por meio da vivência uma ampliação da perspectiva no processo de doação de órgãos e tecidos. Tal como, foi visto de perto como o enfermeiro é um profissional de extrema importância nesse contexto, para tanto, deve estar capacitado a identificar precocemente situações que possam vir a prejudicar a viabilidade dos órgãos e tecidos.