
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
EXPERIÊNCIAS DO LUTO PELA EQUIPE DE ENFERMAGEM NO PROCESSO DE FINITUDE DE CRIANÇAS CRÔNICAS HOSPITALIZADAS
Relatoria:
Alyssia Daynara Silva Lopes
Autores:
- Hallana Laisa de Lima Dantas
- Ingrid Martins Leite Lúcio
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Trabalho de conclusão de curso
Resumo:
Introdução: A experiência da cronicidade na infância, leva a constantes internações causadas pela impossibilidade de mudança do quadro clínico e a condição de morte precoce devido a complicações. Nesse contexto, a equipe de enfermagem vivencia com frequência o luto, e a criação de vínculos afetivos durante as hospitalizações torna esse processo ainda mais evidente. Com isso, tem-se a seguinte pergunta norteadora: Quais as experiências da equipe de enfermagem no processo de finitude de crianças com condições crônicas no âmbito hospitalar? Objetivo: Conhecer as experiências dos profissionais de enfermagem diante do processo de finitude de pacientes crônicos pediátricos no contexto hospitalar. Metodologia: Trata-se de um estudo descritivo de abordagem qualitativa, em um hospital público federal, do Sistema Único de Saúde. Os participantes foram membros da equipe de enfermagem, tendo como critério de inclusão o contato de ao menos um ano com crianças crônicas e excluídos pessoas que tivessem vivenciado situações de perda recentemente. A coleta de dados ocorreu de abril a maio de 2022, mediante a aprovação do comitê de ética e pesquisa (CAEE: 57513222.1.0000.0155, Número do Parecer: 5.398.978). Os dados coletados foram analisados segundo o referencial teórico Análise de Conteúdo de Bardin. Resultados: Foram entrevistados 15 profissionais, sendo 10 técnicos de enfermagem e 5 enfermeiros. Quando indagados a respeito da vivência do luto, os profissionais afirmam que a experiência é vivida de forma subjetiva, principalmente devido às internações de longos períodos que geram vínculos, além disso, aponta-se o fato de terem que seguir trabalhando mesmo com o pesar. Esse fato somado à falta de abordagens e discussões de intervenções voltadas ao profissional e paciente em finitude, leva ao adoecimento físico e mental de toda a equipe, estes apontam que mesmo que haja diálogo entre si, outros tendem a enfrentar o luto de modo mais solitário. Evidenciando a essencialidade do apoio emocional dos profissionais que lidam com situações de finitude. Conclusão: O suporte à saúde emocional desses profissionais é um fator atenuante do adoecimento mental causado pelo luto no ambiente de trabalho, essa rede apoio pode acontecer por meio de rodas de conversa, educação permanente e discussões sobre finitude com profissionais ainda em formação, contribuindo de forma positiva para o enfrentamento da perda de pacientes ainda na infância.