
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
CAPACIDADE DE AUTOCUIDADO DE MULHERES COM CÂNCER DE MAMA EM TRATAMENTO QUIMIOTERÁPICO
Relatoria:
DIEGO AUGUSTO LOPES OLIVEIRA
Autores:
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Dissertação
Resumo:
O câncer de mama é a neoplasia mais prevalente entre mulheres no Brasil e no mundo com elevados índices de morbidade e mortalidade. A quimioterapia reduz o potencial tumoral, porém confere reações adversas que reduzem o bem-estar, a qualidade de vida e reduzem a capacidade de autocuidado. Este estudo teve como objetivo avaliar a capacidade de autocuidado de mulheres com câncer de mama frente às reações adversas da quimioterapia. Estudo transversal, descritivo e quantitativo, realizado com mulheres em tratamento quimioterápico para câncer de mama em um centro de oncologia da cidade de Caruaru-PE, Brasil. A amostragem foi do tipo intencional e a amostra composta por 123 mulheres as quais foram submetidas a aplicação da Escala de Avaliação da capacidade de Autocuidado (ASA-A). Os dados foram tratados por meio de estatística descritiva, inferencial e com análise multivariada. As associações investigadas consideraram intervalos de confiança em 95% (p<0,05). Os resultados revelaram uma amostra composta em sua maioria por mulheres com idade a partir de 51 anos, pardas, com ensino fundamental incompleto, casadas, mastectomizadas, com histórico de câncer na família e no início do tratamento. Entre as reações adversas foram referidas com maior frequência náuseas, vômito, fadiga e dor em membros inferiores (MMII). A capacidade de autocuidado se apresentou reduzida nos domínios relacionados a autopercepção, autocuidado alimentar e na prática de exercícios físicos e para iniciativas para o autocuidado. Observou-se que os fatores relacionados aos dados sociodemográficos, aos ciclos de quimioterapia vivenciados e ao perfil clínico apresentaram significância na redução da capacidade de autocuidado. Deste modo, acredita-se que a aplicação de atividades de educação e promoção à saúde potencializem o conhecimento da mulher e fortaleçam seu autocuidado significativamente. Torna-se necessário, também, o desenvolvimento de pesquisas que possam investigar continuamente e com maior número de participantes os benefícios desta prática na redução das reações adversas do tratamento.