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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
ORIENTAÇÃO SOBRE OS BENEFÍCIOS DO PARTO VAGINAL NO PRÉ-NATAL DE RISCO HABITUAL
Relatoria:
Victórya Suéllen Maciel Abreu
Autores:
  • Hillary Bastos Vasconcelos Rodrigues
  • Izabel Cristina de Souza
  • Camila Elen Costa Alexandre
  • Marianne Maia Dutra Balsells
  • Priscila de Souza Aquino
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Tese
Resumo:
Introdução: O Ministério da Saúde aponta 10 passos essenciais para classificar um pré-natal na atenção primária básica como de qualidade. Destes, destaca-se o oitavo passo, que versa sobre o estímulo e a informação acerca dos benefícios do parto fisiológico, abrangendo, também, a elaboração de um documento intitulado “Plano de Parto” (Brasil, 2012). Dessa forma, é primordial avaliar o cumprimento desse passo nas consultas de pré-natal. Objetivo: Verificar a realização de orientações sobre parto vaginal e seus benefícios para gestantes atendidas em pré-natal na Atenção Básica. Metodologia: Trata-se de um estudo descritivo, recorte de um ensaio clínico randomizado. No período entre fevereiro de 2022 e abril de 2023 foram entrevistadas gestantes que estavam aguardando consultas de pré-natal em 11 Unidades de Atenção Primária de Saúde (UAPS) do município de Fortaleza. Os dados foram tabulados em planilha do Microsoft Excel e analisados no software Statistical Package for the Social Sciences (SPSS), versão 23.0, onde foram geradas as frequências absolutas e relativas. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Ceará, sob parecer Nº 4.972.939. Resultados: Essa fase do macroprojeto contou com a participação de 93 gestantes, cujas idades gestacionais variaram de 26 a 35 semanas, com mediana de 30 semanas. A mediana de consultas de enfermagem e médicas de pré-natal foi 2 e 3, bem como o máximo foi 8 e 5, respectivamente. Das 93 gestantes entrevistadas, 69 (74,2%) negaram o recebimento de qualquer orientação acerca dos benefícios do parto vaginal, ao passo que 24 (25,8%) foram orientadas. Dessas 24, 13 (54,2%) foram orientadas apenas por enfermeiro, 3 (12,5%) apenas por médico, 7 (29,1%) por ambos profissionais e 1 (4,2%) por agente comunitário de saúde. Os benefícios mais citados pelas gestantes foram: “recuperação mais rápida” (n= 21; 87,5%) e “mais saudável para o bebê” (n= 6; 25%). Conclusão: Portanto, pode-se concluir que as orientações acerca dos benefícios do parto vaginal não começam na primeira consulta, tendo em vista a quantidade de consultas identificada na amostra de gestantes em fase intermediária da gravidez. Ademais, prevalece o fornecimento dessas orientações por parte dos enfermeiros, tais como benefício da recuperação mais rápida para essas mulheres.