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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
VISÃO DOS PROFISSIONAIS DA ATENÇÃO BÁSICA SOBRE VIOLÊNCIA AUTOPROVOCADA
Relatoria:
Danielle Siqueira Chalub
Autores:
  • Jairo Werner Junior
  • Susana Cristina |Aidé Viviane Fialho
  • Sóstenes Ericson
  • Maria Leticia Cavalcante Santos
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
VISÃO DOS PROFISSIONAIS DA ATENÇÃO BÁSICA SOBRE VIOLÊNCIA AUTOPROVOCADA Danielle Siqueira Chalub; Maria Leticia Cavalcante Santos; Sostenes Ericson; Jairo Werner Junior; Suzana Cristina Aidé Viviane Fialho. INTRODUÇÃO As ideações suicidas precisam ser tratadas individualmente para que os profissionais de saúde possam prevenir e controlar a violência autoprovocada. A Atenção Primária à Saúde (APS), devido à sua proximidade com a comunidade, é o nível de atenção mais adequado para identificar e atuar em situações de risco de suicídio. objetivos Compreender a visão das(os) enfermeiras(os) da APS do município de Arapiraca/AL sobre as mulheres em situação de violência autoprovocada. Métodos Trata-se de um estudo descritivo, exploratório, com abordagem qualitativa, cuja coleta de dados foi realizada através de entrevistas semiestruturadas. A elaboração do formulário para a realização da entrevista baseou-se na experiência da pesquisadora no atendimento às mulheres vítimas de violência autoprovocada em um núcleo de vigilância epidemiológica. Resultados Participaram do estudo 13 enfermeiras, cada uma relatando mais de 10 casos de suicídio em suas unidades de saúde. Os discursos revelam que as participantes não diferenciam comportamentos suicidas do suicídio em si, entendendo a violência autoprovocada quase exclusivamente como tentativas de tirar a própria vida. Essa visão homogênea ignora a distinção entre autolesões como pedidos de ajuda e tentativas de suicídio, o que pode prejudicar a abordagem dos profissionais de saúde, que precisam reconhecer a complexidade da violência autoprovocada. Conclusão Os discursos das participantes tentam entender comportamentos autolesivos, mas mostram confusão ao diferenciar ideação suicida com e sem intenção de morrer. Rotular tudo como "violência autoprovocada" sugere uma compreensão simplificada do fenômeno, revelando falta de discernimento sobre sua complexidade. Referências GABRIEL, Isabela Martins et al. Autolesão não suicida entre adolescentes: significados para profissionais da educação e da Atenção Básica à Saúde. Escola Anna Nery, v. 24, p. e20200050, 2020. Descritores Suicídio; Prevenção do Suicídio; Suicídio Consumado.