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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
ATUAÇÃO DA ENFERMAGEM FRENTE AO ESTIGMA SOCIAL DOS PORTADORES DE HANSENÍASE
Relatoria:
Natália Marques Silva
Autores:
  • Rosimeire Porto de Souza
  • Laécyo Nascimento Araújo
  • Elaine Resende Magalhães
  • Leísse Mendes da Silva
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: A Hanseníase pode causar repercussões na vida do acometido por ela, como vivência com preconceitos, originados do estigma da doença, iniquidades sociais, intolerância às imperfeições estéticas, em quaisquer ambientes. Durante o tratamento da doença, o enfermeiro deve oferecer apoio, atendendo as ansiedades relacionadas ao impacto do diagnóstico de hanseníase, e prestar todo esclarecimento acerca da doença, bem como orientar quanto à prevenção de incapacidades, autocuidado e todo desconforto decorrente do tratamento. Objetivo: Buscar na literatura trabalhos que relatem a atuação da enfermagem frente estigma social dos portadores de hanseníase. Método: Refere-se a uma revisão bibliográfica do tipo narrativa, foram utilizadas as bases de dados: Literatura Latino Americana e do Caribe em Ciências de Saúde (LILACS), a Scientific Eletronic Library Online (Scielo) via Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), sendo utilizado para a escolha os seguintes descritores em saúde: Enfermagem, Estigma Social, Hanseníase, utilizando o booleano “and”. Os critérios para inclusão foram artigos que atendiam a temática e publicados no período de 2019 a 2024, disponíveis em língua portuguesa e no formato texto completo, na amostra final foram incluídos 07 artigos. Resultados e Discussão: Diante do exposto, tendo em vista as alterações psicossociais do paciente diagnosticado com hanseníase, considera-se importante conhecer o impacto da doença sobre a vida social do paciente, uma vez que além do aspecto físico, o preconceito e o estigma vivenciado pela doença dificultam a adesão ao tratamento e o estabelecimento de ações descentralizadas pelos profissionais de saúde. As ações de educação em saúde pelo enfermeiro devem fortalecer, principalmente, o usuário e seus familiares para o enfrentamento da doença diante dos medos, angústias, preconceitos, reações hansênicas e reações adversas vivenciadas no decorrer do seu tratamento e pós-alta. Por esse motivo existe a justificativa da importância da intervenção do enfermeiro que deve estar apto a realizar avaliações clínicas, identificar possíveis variantes e apontar complicações manifestadas pela doença. Considerações finais: Ressalva-se a importância do olhar holístico do profissional, abordando todos os aspectos biológico e social dos pacientes, através de uma escuta qualificada e uma assistência humanizada, utilizando-se do vínculo entre enfermeiro e paciente para melhor enfretamento.