LogoCofen
Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
INTEGRAÇ?O DE FERRAMENTAS DE IA NA PESQUISA CLÍNICA: UMA ANÁLISE DA LEI Nº 14.874 E SUAS IMPLICAÇ?ES
Relatoria:
Patrick Dantas de Amorim
Autores:
  • Afrânio Côgo Destefani
  • Karoline Martins Mattos Moraes Ferreira Feitosa
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 2: Ética, política e o poder econômico do cuidado
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: A Lei nº 14.874, promulgada em 28 de maio de 2024 pelo Congresso Nacional Brasileiro, aborda questões críticas sobre pesquisas com seres humanos e institui o Sistema Nacional de Ética em Pesquisa. Objetivo: Avaliar o impacto da tecnologia na aplicação da Lei nº 14.874, com foco em como ferramentas digitais e IA podem melhorar a observância das regulamentações éticas e a segurança dos participantes em pesquisas clínicas. Método: Trata-se de uma revisão bibliográfica narrativa que analisou artigos acadêmicos, relatórios de saúde e documentos regulatórios para identificar as vantagens, desvantagens, desafios e questões éticas do uso de IA em pesquisas clínicas, avaliando o impacto da lei nº 14.874. Resultados: A pesquisa focada na avaliação do impacto da tecnologia na aplicação da Lei nº 14.874, com ênfase em ferramentas digitais e inteligência artificial (IA), revelou resultados significativos na melhoria da observância das regulamentações éticas e da segurança dos participantes em pesquisas clínicas. Quanto à Gestão do Consentimento Informado, ferramentas de IA foram implementadas para analisar e validar os processos, assegurando que os participantes recebessem informações claras e completas sobre os estudos. Um estudo da Universidade de Stanford destacou o uso de IA para garantir que todos os documentos de consentimento estivessem em conformidade com normas éticas e regulatórias, resultando em maior compreensão e transparência. Quanto à Segurança dos Dados, a utilização de sistemas de gerenciamento eletrônico de dados (EDMS) mostrou-se crucial para a segurança dos dados coletados, pois estes permitem monitoramento em tempo real e protegem informações contra acessos não autorizados. Ferramentas de IA também foram usadas para monitorar continuamente os estudos clínicos, permitindo a detecção e correção rápida de desvios dos protocolos éticos estabelecidos. Esta abordagem não só melhora a qualidade dos dados, mas também garante que as práticas de pesquisa estejam alinhadas com os padrões de Boas Práticas Clínicas (GCP). Conclusões: A integração de tecnologias avançadas nas pesquisas clínicas pode oferecer melhorias substanciais na maneira como os estudos são conduzidos, garantindo maior aderência às exigências éticas e legais e reforçando a proteção dos participantes envolvidos. A tecnologia desempenha um papel crucial na promoção de uma pesquisa clínica mais ética, segura e eficaz, conforme evidenciado pela implementação da Lei nº 14.874.