
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
A IMPORTÂNCIA DO ENFERMEIRO NO PROCESSO EDUCATIVO DE PUÉRPERAS COM RECÉM-NASCIDOS EM FOTOTERAPIA
Relatoria:
Karina de Oliveira Regis
Autores:
- Mikely Rodrigues da Silva
- Heloiza Talita Adriano da Silva
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Relato de experiência
Resumo:
Introdução: a icterícia, coloração amarelada da pele e escleras, indica aumento de bilirrubina sérica que, se não tratada, predispõe ao desenvolvimento de neurotoxicidade ao recém-nascido. Para redução dos níveis dessa substância no organismo, os bebês são submetidos à fototerapia. Essa condição e suas consequências geram dúvidas e são pouco conhecidas pela puérpera, gerando angústias que podem comprometer a saúde da mulher nessa fase. O enfermeiro, como educador, favorece a melhor adesão do binômio mãe-bebê a essa terapêutica. Objetivo: descrever a experiência de discentes de enfermagem ao orientar puérpera com recém-nascido em fototerapia. Metodologia: relato de experiência, desenvolvido em uma maternidade localizada em Natal-RN, durante a disciplina Estágio Supervisionado II, do curso de graduação em Enfermagem (UFRN), em junho de 2024. Em visita às enfermarias, uma puérpera com sentimento de aflição perguntou a função do berço em que seu bebê seria colocado, após ser informada que ele necessitava da terapêutica. Na ocasião, ela apresentava-se resistente para o início da terapêutica. Logo, feito o acolhimento à puérpera, foi explicada a condição, bem como os cuidados a serem tomados a fim de potencializar os efeitos da exposição à luz. Discussão: a fototerapia visa expor a maior parte da área corporal do bebê em berço com luz azul, sendo necessário que ele esteja com o mínimo de roupas e só seja retirado para amamentação ou banho. Ainda que as mães sintam a necessidade em estabelecer uma conexão mais estreita com o bebê, essa necessidade deve ser considerada. É comum que algumas mães se sintam aflitas com a fototerapia e apresentem resistência em seguir as recomendações de enfermagem, como desligar a luz ou retirar o bebê do berço sem motivo específico. Por isso, o enfermeiro deve repassar informações claras e reforçar a importância de respeitar as orientações para garantir boa evolução clínica do recém-nascido e prevenção das complicações associadas. Após essa intervenção, a puérpera tranquilizou-se e permitiu o início da fototerapia. Considerações finais: o enfermeiro deve promover apoio, assistência e supervisão contínua do binômio durante a internação. Nesse âmbito, é preciso que o início do processo de fototerapia seja realizado após informar a condição clínica do recém-nascido à mãe. Além disso, esclarecer os malefícios causados pode melhorar a adesão das puérperas ao método empregado e favorecer a redução nos níveis de bilirrubina no bebê.