
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
DESAFIOS ENFRENTADOS POR ENFERMEIROS E SEGURANÇA MEDICAMENTOSA EM UM HOSPITAL ESCOLA: RELATO DE EXPERIÊNCIA
Relatoria:
Gleyce Rauanny Costa Gomes
Autores:
- Adrya Thayanne Henriques da Silva
- Vitória Victor Menezes
- Maria Emanoelly Dutra Dias Fernandes
- Cybelle Cristina Cavalcante Lucena
- Mariana Albernaz Pinheiro de Carvalho
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Relato de experiência
Resumo:
Introdução: Promover uma prática segura durante o uso de medicamentos nos estabelecimentos de saúde é imprescindível. Nesse contexto, em 2013, o Programa Nacional de Segurança do Paciente elaborou seis metas, sendo uma delas a melhoria na segurança medicamentosa, que ressalta a necessidade de desenvolver estratégias para diminuir a ocorrência de acidentes. As condições ou fatores que podem induzir ao erro devem ser revisadas e corrigidas continuamente, facilitando a execução dos procedimentos de forma mais segura. Objetivos: Descrever a experiência de uma discente da graduação em enfermagem na realização de pesquisa de iniciação científica envolvendo segurança medicamentosa com enfermeiros. Metodologia: Trata-se de um relato de experiência referente ao período de coleta de dados do projeto “Eventos Adversos relacionados às Práticas Assistenciais com medicamentos no ambiente hospitalar: percepção de enfermeiros”, realizada nos meses de janeiro e fevereiro de 2024, em um hospital escola da Paraíba. Resultados e discussão: A experiência da coleta de dados permitiu perceber que a boa comunicação entre os profissionais envolvidos no processo do manejo medicamentoso é ponto crucial na prevenção de acidentes. Diversas medidas foram criadas e implementadas pela instituição com o propósito de facilitar esse processo. Entretanto, devido a demanda e sobrecarga, muitas dessas ações protocoladas não são cumpridas efetivamente pela equipe. Ademais, foi possível observar falha na organização e disposição dos medicamentos, principalmente os intravenosos e de alta vigilância, deixando-os próximos aos medicamentos de rotina. Junto a esses pontos, a presença de resistência e conflitos quanto à necessidade de capacitação ainda persiste, resultando em profissionais pouco atualizados em diversos âmbitos, o que compromete a oferta de uma assistência qualificada aos pacientes. Considerações finais: Destarte, é notório que a boa comunicação, parceria e entendimento entre os enfermeiros encorajam a superação dos desafios relacionados à falta de incentivo institucional frente à segurança medicamentosa. Essa cumplicidade, junto a uma educação permanente, é essencial no processo de resolução de problemas pertinentes às etapas de manejo dos fármacos, assegurando a diminuição de possíveis eventualidades e promovendo a segurança do paciente.