
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
AURICULOTERAPIA PARA PESSOAS COM HIV E INSÔNIA: RELATO DE EXPERIÊNCIA DE UM PROJETO DE EXTENSÃO
Relatoria:
Vanessa Sousa dos Santos
Autores:
- Gilmara Holanda da Cunha
- Ane Kelly Lima Ramalho
- Maiara Bezerra Dantas
- Giovanna Soares Lins
- Maria Elisa Curado Gomes
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Relato de experiência
Resumo:
Introdução: Estudos mostram que em pessoas com HIV (PHIV), a prevalência de má qualidade do sono varia de 40% a 80%, e os fatores associados são: ação do próprio HIV, envelhecimento e eventos adversos dos antirretrovirais a longo prazo. As abordagens de tratamento da insônia são cognitivo-comportamental e/ou farmacológico, independente das comorbidades. Com os efeitos adversos dos fármacos a longo prazo, justifica-se explorar métodos complementares e não farmacológicos para insônia. Entre as terapias complementares e alternativas, a acupuntura e a auriculoterapia são consideradas métodos promissores para insônia. Objetivo: Apresentar uma experiência exitosa de um projeto de extensão da Universidade Federal do Ceará, Brasil, que fornece auriculoterapia para PHIV. Método: Trata-se de um relato de experiência sobre a aplicação de auriculoterapia em PHIV, realizada pelos integrantes do projeto de extensão intitulado “Projeto de Práticas de Promoção da Saúde no Contexto do HIV/Aids”, cadastrado na Pró-Reitoria de Extensão (código FB00.PJ.00449). Podem participar as PHIV maiores de 18 anos e que tenham insônia. Resultados: Enfermeiros treinados fornecem auriculoterapia para PHIV de segunda a sexta, em duas instituições de saúde em Fortaleza, Ceará, Brasil. A auriculoterapia com sementes de mostarda é aplicada em seis pontos da orelha: neurastenia, área da neurastenia, ansiedade, coração, Shen Men e occipital, com orientação para pressioná-los três vezes ao dia por 30 segundos. Ressalta-se que a auriculoterapia é ofertada de maneira complementar, e as PHIV são orientadas a aderirem adequadamente à terapia antirretroviral e outras medicações já prescritas pelo médico. Os casos graves são encaminhados para consulta médica nas instituições de saúde. Considerações finais: A auriculoterapia tem grande aceitação pelas PHIV, as quais referem resultados positivos. Devido a essa ação de extensão, foi escrito um projeto de pesquisa do tipo ensaio clínico randomizado, já aprovado por Comitê de Ética em Pesquisa, para avaliar a eficácia da auriculoterapia como tratamento complementar para PHIV e distúrbios do sono. Este projeto recebeu recentemente um financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) (Processo: 402380/2023-1) e encontra-se em andamento.