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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
ANÁLISE EPIDEMIOLÓGICA DOS CASOS DE VIOLÊNCIA INTERPESSOAL E AUTOPROVOCADA DE 2019 A 2022 NO CEARÁ
Relatoria:
Anna Luísa de Oliveira Parnaíba
Autores:
  • Douglas de Araújo Costa
  • Vitória Rodrigues de Sousa
  • Manuela de Mendonça Figueiredo Coelho
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: A violência interpessoal e autoprovocada consiste no uso intencional da força ou poder em uma forma de ameaça ou efetivamente, contra si mesmo, outra pessoa ou grupo ou comunidade, que ocasiona ou tem grandes probabilidades de ocasionar lesão, morte, dano psíquico, alterações do desenvolvimento ou privações (OMS,2002). Essa denominação generalista abrange uma lista extensa de agressões, dentre as quais as violências doméstica/intrafamiliar, sexual, autoprovocada, tráfico de pessoas, trabalho escravo, trabalho infantil, tortura, intervenção legal e violências homofóbicas contra mulheres e homens em todas as idades, sendo estas de notificação compulsória e de notificação imediata os casos de violência sexual e tentativa de suicídio, de acordo com a Portaria de Consolidação nº 4, de 28 de setembro de 2017. Objetivo: Descrever o perfil epidemiológico do público afetado pelos casos de violência interpessoal e autoprovocada no Ceará de 2019 a 2022. Metodologia: Trata-se de um estudo epidemiológico descritivo cujos dados foram obtidos através do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Viva/Sinan) em junho de 2024. As variáveis analisadas foram: faixa-etária, número de casos e distribuição municipal. As informações encontradas foram tabuladas e consolidadas utilizando o programa Google Planilhas e realizados cálculos de frequência absoluta e relativa. O estudo dispensa aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa (CEP), pois os dados são de domínio público. Resultados/discussão: O somatório das notificações foi equivalente a 57.256, com o máximo de 22.250 em 2022 e o mínimo de 10.453 em 2020. A faixa etária mais acometida compreende o intervalo de 20 a 29 anos, correspondente a 23,15% e 20,24% da população cearense nos anos de 2019 e 2020, respectivamente. Quanto à distribuição geográfica, os maiores números foram das cidades de Fortaleza e Sobral, com valores de 43,27% e 11,36% do total de ocorrências registradas nos 4 anos citados. Considerações finais: Conclui-se que houve grandes variações anuais no período discorrido, possivelmente devido às subnotificações durante o binômio 2020-2021, caracterizado pela pandemia global de Covid-19, além de uma maior concentração de casos nos 1° e 5° municípios mais populosos do Ceará, segundo dados do Censo 2022 do IBGE. Diante disso, uma investigação mais aprofundada acerca de tais achados permitiria sanar tais hipóteses e elaborar estratégias públicas de saúde para minimizar a problemática em questão.