
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
DESAFIOS NA INFORMAÇÃO SOBRE HIV PARA A COMUNIDADE SURDA: OBSTÁCULOS E SOLUÇÕES
Relatoria:
Emanoelle Fernandes Silva
Autores:
- Danielle Nedson Rodrigues de Macêdo
- Breno Dias de Oliveira Martins
- Rosilane de Lima Brito Magalhães
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: Pessoas surdas que se comunicam por meio da Língua de Sinais, enfrentam desafios significativos no acesso à saúde, especialmente relacionado a prevenção do HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana). Historicamente, a educação desses indivíduos focou na oralização, desvalorizando a Língua de Sinais e retardando a inclusão social e o acesso a serviços de saúde adequados. Somado a isso, ainda é restrito o número de profissionais que saibam língua de sinais e a acessibilidade por meio de intérpretes nem sempre é garantida. Objetivo: Explorar as dificuldades enfrentadas por pessoas surdas no acesso a informações de saúde sobre o HIV. Método: Revisão narrativa da literatura, onde foram analisados estudos e relatórios sobre a comunicação de saúde com a comunidade surda, especialmente em contextos de prevenção do HIV. A pesquisa aborda sobre barreiras e soluções que podem melhorar a inclusão de pessoas surdas a serviços de saúde. Resultados: Pessoas surdas enfrentam barreiras substanciais na obtenção de conhecimento sobre o HIV, exacerbadas pela falta de intérpretes e profissionais capacitados em Língua de Sinais. Informações públicas em saúde sobre o HIV/Aids não atingem surdos e pessoas com deficiência auditiva na mesma proporção que os ouvintes. Como consequência, pessoas com algum grau de surdez são menos propensas a relacionar contato sexual com usuários de drogas e o número de parceiros sexuais como comportamentos sexuais de alto risco, e acreditavam que usar banheiros públicos, beijos na bochecha e visitar pacientes com Aids aumentavam as chances de infecção. Além disso, a falta de recursos audiovisuais e a insuficiência de campanhas visuais ou baseadas na Língua de Sinais resultam em menor conhecimento sobre o HIV. Tecnologias como plataformas online e aplicativos educacionais têm mostrado eficácia na disseminação de informações de saúde para a comunidade surda, a médio e a longo prazo. Conclusão: A deficiência na comunicação em Língua de Sinais representa um obstáculo crucial para a qualidade do acesso à saúde de pessoas surdas. A adoção de tecnologias de saúde e a criação de conteúdos educativos acessíveis podem melhorar significativamente o conhecimento e a prevenção do HIV nesse grupo. É imperativo que as estratégias de saúde considerem as particularidades da comunidade surda para promover uma educação inclusiva e eficaz. Além disso, é crucial incentivar a capacitação em Língua de Sinais para profissionais da saúde ainda durante a graduação.