
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
PREVALÊNCIA DA HANSENÍASE EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES DE 0 A 14 ANOS NO MARANHÃO (2018-2023)
Relatoria:
Annie Leticia de Holanda Ferreira
Autores:
- Marcus Vinícius Pereira de Sousa
- Karlos Adryan Viana de Sousa
- Yroan Paula Landim
- Ana Cristina Pereira de Jesus Costa
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
INTRODUÇÃO. A hanseníase, doença infecciosa, causada pelo bacilo Mycobacterium leprae, afeta nervos superficiais e periféricos da pele. Entre 2014 e 2018, o Maranhão apresentou uma prevalência de 4,33/10 mil habitantes. O diagnóstico na infância e adolescência pode impactar negativamente a qualidade de vida, devido principalmente, ao estigma associado à doença e alto potencial incapacitante. OBJETIVO. Analisar a prevalência da hanseníase em crianças e adolescentes entre 0 a 14 anos no estado do Maranhão. MÉTODO. Estudo epidemiológico, descritivo e quantitativo, realizado por meio de dados disponíveis no Departamento de Informação e Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS), na categoria de Doenças e Agravos de Notificação Compulsória. Os dados foram coletados em abril de 2023. Os critérios de inclusão foram os casos de Hanseníase em crianças e adolescentes, de 0 a 14 anos, no estado do Maranhão, entre os anos de 2018 e 2023. Os dados foram tabulados no software Microsoft Excel. Não foi necessária a submissão a um Comitê de Ética, uma vez que os dados utilizados foram secundários. RESULTADOS. No período investigado, foram notificados 1.312 casos de Hanseníase em crianças e adolescentes no Maranhão, destacando os anos de 2018 e 2019, com 27,51% e 24,23% dos casos, respectivamente. Observou-se, em relação ao gênero, a predominância do sexo masculino, com 56,25%, enquanto 43,75% dos casos registrados eram femininos. A maioria dos casos ocorreu entre pessoas autodeclaradas como pardas (72,63%) e pretas (13,64%). Observou-se que a macrorregião Norte apresentou maior número de casos, com 787 (60,49%), seguida da macrorregião Sul, com 281 (21,59%) casos. De acordo com a forma clínica notificada, verificou-se que a maioria eram classificados como dimorfo, com 683 (52,05%) casos, e tuberculóide, com 234 (17,83%) casos, sendo a primeira forma uma das mais contagiosas. Em relação à classificação operacional, observou-se que a maioria dos casos eram multibacilar, com 899 (68,25%) casos, enquanto que 413 casos eram paucibacilar, correspondendo a 31,75%. CONCLUSÃO. A prevalência da hanseníase em crianças e adolescentes entre 0 e 14 anos no estado do Maranhão, entre os anos de 2018 e 2023, foi predominante entre pacientes do sexo masculino, autodeclarados pardos e pretos. É essencial a identificação precoce dos casos registrados nessa faixa etária para melhorar os resultados de saúde pública e para prevenir incapacidades físicas bem como sociais.