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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DOS ÓBITOS DE DENGUE NO BRASIL DE 2014 A 2024
Relatoria:
Douglas de Araújo Costa
Autores:
  • Anna Luísa de Oliveira Parnaíba
  • Francisco Maurício Sousa da Silva
  • Aurélio Vasconcelos Martins
  • Paula Sacha Frota Nogueira
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: A dengue é uma infecção arboviral hiperendêmica com manifestações clínicas que podem variar de infecção assintomática a infecção grave com falência de múltiplos órgãos. Conhecer a epidemiologia auxilia no manejo adequado para a prevenção, promoção e tratamento do público acometido. A enfermagem exerce papel central nesse processo e a divulgação desses dados fortalece a literatura científica existente. Objetivo: Caracterizar o perfil epidemiológico dos óbitos de dengue no Brasil de 2014 a 2024. Método: Trata-se de um estudo ecológico descritivo baseado em dados sobre óbitos por dengue da plataforma DataSUS por dados obtidos pelo Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). A população do estudo consistiu em todos os óbitos pela doença no Brasil no período de 2014 a 2024. A partir disso, a análise dos dados foi realizada na plataforma Planilhas Google, utilizando de estatística descritiva para analisar os óbitos segundo o ano, as regiões do Brasil, o sexo, a faixa etária e a raça. Pelos dados serem de domínio público, o estudo dispensa aprovação de Comitê de Ética em Pesquisa. Resultados/Discussão: Durante o período analisado, houveram 10.394 óbitos por dengue no Brasil. O ano de 2024, ainda que inacabado, destaca-se ao expressar a maior quantidade de óbitos, que correspondem a 37,55% do total (n=3.903). Indivíduos brancos foram os mais atingidos, com um percentil que chega a 49,14 (n=5.108). A faixa etária mais acometida foi a de 80 anos ou mais, com 22,56% (n=2.345). No que tange a região, o Sudeste apresentou maior quantidade de casos no período analisado, representando 48,40% (n=5.031) dos óbitos. Em relação ao sexo, homens foram as principais vítimas desse infortúnio expressando 50,15% (n=5.213) dentre todos os casos. O aumento significativo de óbitos por dengue no ano atual destaca a urgência de medidas preventivas para conter a proliferação do Aedes aegypti. Além disso, a faixa etária predominante bem como a distribuição regional dos casos, revelam uma população vulnerável a tal enfermidade. Considerações Finais: A partir desse cenário, infere-se que os óbitos ocasionados pela Dengue surge como um problema de saúde pública emergente. Dessa forma, necessita de intervenções multifacetárias, incluindo a intensificação das campanhas de prevenção sobre o vetor Aedes Aegypti, a colaboração da comunidade em adotar hábitos protetivos contra a doença e o investimento na implantação e acesso à vacina para todos os públicos.