
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
ESTRESSE OCUPACIONAL DOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE QUE ATUAM EM UM SETOR DE EMERGÊNCIA
Relatoria:
Isabelly Oliveira Ferreira
Autores:
- Ingrid Kelly Morais Oliveira
- Jéssica Costa Brito Pacheco Moura
- Paloma Mâcedo de Farias
- Mariana Lima Oliveira
- Jackson Ruam Terto Pontes
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Trabalho de conclusão de curso
Resumo:
Introdução: O processo de trabalho dos profissionais de saúde repercute em situações estressoras, as condições e ambiente de trabalho destes podem trazer riscos para a sua saúde, especialmente em razão de lidarem com o cuidado e sofrimento do outro. Isto posto, o equilíbrio da saúde mental e física desses profissionais é essencial para a assistência de qualidade ao próximo. Objetivo: Identificar o estresse ocupacional nos profissionais de saúde que atuam em um setor de emergência. Método: Trata-se de um estudo descritivo e exploratório com abordagem quantitativa, realizado no setor de emergência adulto de um hospital escola no interior do estado do Ceará. Os participantes foram 70 profissionais de saúde de nível superior e médio atuantes na assistência, a saber, a equipe de enfermagem e a equipe médica. Utilizou-se o questionário socioeconômico e a Escala de Estresse no Trabalho (EET), essa escala abrange cinco dimensões: autonomia e controle, papeis e ambiente de trabalho, relacionamento interpessoais, relacionamento com o chefe e crescimento e valoração. Os dados foram analisados no programa Statistical Package for the Social Sciences. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética e Pesquisa por meio do parecer nº 5.040.780. Resultados/Discussão: Os resultados mostraram que 61,40% eram profissionais do sexo feminino, 44,30% dos participantes tinham idade entre 30 a 40 anos, 88,6% dos profissionais praticavam alguma religião, 70% dos participantes do estudo eram profissionais com curso técnico, 43% dos profissionais tinham tempo de atuação entre 1 a 5 anos na instituição e 75,70 % dos profissionais receberam treinamento voltados para sua atuação profissional no setor. Quanto ao nível de estresse prevaleceu o quantitativo de profissionais que apresentam baixo nível de estresse. Porém, foi evidenciado alto nível de estresse nas seguintes dimensões da escala: Autonomia e controle, acerca da forma como as tarefas eram distribuídas, papéis e ambiente de trabalho, relacionado a deficiência na divulgação de informações sobre decisões organizacionais e relacionamento com o chefe, devido à falta de confiança percebida do superior. Conclusão: O estresse possui circunstâncias variadas e com isso pode-se inferir que algumas situações consideradas estressantes, como a assistência a pacientes em setores de emergência, podem se manifestar de acordo com cada indivíduo e seu ambiente de inserção. Cada indivíduo tem sua forma de lidar com as mais variadas situações.