
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
VULNERABILIDADES EM SAÚDE SOBRE INFECÇÕES SEXUALMENTE TRANSMÍSSIVEIS EM ADOLESCENTES E JOVENS NO NORDESTE.
Relatoria:
Thelly Carolaine Matos Campos
Autores:
- Allan Dantas dos Santos
- Jeferson dos Santos
- João Marcos Santos Oliveira
- Luís Ricardo Santos de Melo
- Raphaela Reis Tavares
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: A epidemia da infecção pelo Vírus da Imunodeficiência Humana-HIV e Síndrome da Imunodeficiência Adquirida-Aids (HIV/Aids), das Hepatites Virais e outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) continua sendo um grave problema de saúde pública em todo o mundo. A vulnerabilidade quanto aos comportamentos sexuais e os fatores sociais atuam como fortes preditores do risco de contrair IST. Objetivo: Avaliar o conhecimento, atitudes e práticas sexuais (CAP) sobre transmissão de ISTs com ênfase ao HIV, Sífilis e Hepatites virais em adolescentes e jovens de um município do estado de Sergipe. Métodos: Trata-se de um estudo observacional, transversal, com parecer de número 6.258.837. O projeto é dividido em 2 etapas, a primeira é a coleta de dados realizada em visitas feitas ao Centro de Excelência de Educação Profissional Ulysses Guimarães, por meio do aconselhamento pré-teste, aplicação do questionário estruturado pelo software Research Eletronic Data Capture (REDCap), realização das testagens rápidas e por fim o aconselhamento pós-teste. Resultados: A pesquisa conta com 169 escolares, entre 15 e 29 anos. Os resultados parciais revelaram que 60,4% são mulheres, 39% homens e 0,6% intersexo. Quanto à orientação sexual, 76,9% são heterossexuais, e 51,5% se identificam como mulheres cis. A maioria é solteira (84,6%) e está no ensino médio. Pais e mães têm variados níveis de escolaridade. Religiosamente, 73,4% têm religião, principalmente católica, e 90,6% têm acesso à internet em casa. No trabalho, 88,2% não trabalham, e 53,5% das famílias ganham até um salário mínimo. Em termos de habitação, 85,9% vivem em casa própria, e 56,5% estão em zonas rurais. Sobre saúde, 73,5% não têm comorbidades e 50% têm esquema vacinal completo. Conclusão: Este estudo serve como um ponto de partida para futuras investigações, desenvolvimento de estratégias que possam reduzir a incidência de ISTs e promover o bem-estar geral dos adolescentes e jovens nessa comunidade. Além disso, destaca a necessidade de intervenções educativas adaptadas às características socioeconômicas e demográficas locais para promover saúde sexual.