
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
FATORES ASSOCIADOS À SÍNDROME METABÓLICA EM PACIENTES DISPÉPTICOS INDICADOS AO EXAME DE EDA
Relatoria:
Marcus Vinícius Pereira de Sousa
Autores:
- Geovana Andressa Mendes de Sousa
- Mateus Dantas Torres
- Jurandir Xavier de Sá Júnior
- Yroan Paula Landim
- Maria Aparecida Alves de Oliveira Serra
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
INTRODUÇÃO. A síndrome metabólica (SM) é um problema de saúde pública caracterizado pela presença de obesidade central associada a pelo menos dois dos seguintes fatores de risco: hipertensão arterial, níveis elevados de glicose e triglicerídeos, e níveis reduzidos HDL. A obesidade foi identificada como um fator de risco para o desenvolvimento de sintomas dispépticos. OBJETIVO. Analisar a relação das variáveis sociodemográficas com a Síndrome Metabólica em pacientes dispépticos com indicação ao exame de endoscopia. MÉTODO. Estudo transversal, com abordagem quantitativa, realizado em um serviço público de endoscopia no nordeste do Brasil, com pacientes atendidos de janeiro a março de 2023. Foram excluídos os que estavam em período gestacional ou lactação, com distúrbios da fisiologia gástrica, pacientes submetidos a cirurgia bariátrica pela técnica Sleeve e pacientes em uso de antilipêmicos, hipoglicemiantes, antibióticos ou de medicações antissecretoras gástricas nas duas semanas anteriores à EDA. Para classificar os pacientes como tendo Síndrome Metabólica ou não, utilizou-se os parâmetros recomendados pela International Diabetes Federation. Associou-se às variáveis sociodemográficas à presença da Síndrome Metabólica por meio do teste qui-quadrado de Pearson, e medido seu efeito por meio da razão de chance. Considerou-se p<0,05 como estatisticamente significante. Utilizou-se o software SPSS 22.0. Estudo aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Maranhão, parecer nº 3.212.699. RESULTADOS. Dentre os classificados com a Síndrome Metabólica, observou-se que a maior parcela era do sexo feminino (72,8%), pardos (66,7%), etilistas (63,7%), tinham formação escolar superior a 8 anos (54,6%), recebiam até 1 salário mínimo (69,6%), e tinham parceiro (72,7%). Verificou-se que os pacientes dispépticos com idade superior a 44 anos (p = 0,005) tinham maiores chances de serem classificados com a Síndrome. Os que afirmaram praticar atividade física (p = 0,049) tinham menor chance de terem SM. CONCLUSÃO. A análise das variáveis sociodemográficas revelou diferenças no perfil dos pacientes dispépticos com a Síndrome Metabólica, com destaque para a idade e a prática de atividade física. Dessa forma, faz-se necessário a elaboração de estratégias de prevenção e tratamento da Sìndrome em pacientes com sintomas dispépticos, contribuindo para o seu rastreio e de complicações advindas da mesma.