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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
AUTISMO E SUA CORRELAÇÃO COM O DIAGNÓSTICO TARDIO NO GÊNERO FEMININO
Relatoria:
Ana Maria Barboza dos Santos
Autores:
  • Elizangela Francisca Santana De Lima
  • Maria Beatriz Ferreira da Silva
  • Ingrid Geovanna de Moura e Silva
  • Isabel Cristina Guerra Spacov
  • Karine Nascimento Guimarães
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
INTRODUÇÃO: As pesquisas baseadas em amostras clínicas, obtidas nos serviços de saúde, indicam que a proporção de diagnósticos do Transtorno do Espectro Autista (TEA) entre homens e mulheres é da razão de 4 para 1 ou superior. Mesmo quando as mulheres com TEA são identificadas, elas recebem seus diagnósticos (e suporte associado) tardiamente se comparado aos homens. Isto tem sérias consequências na saúde e no bem estar de meninas e mulheres autistas, e tem sido identificado pela comunidade autista como a chave do problema. Além disso, com a disseminação de informações é cada vez maior o número de mulheres que se percebem dentro do espectro. OBJETIVO: Relatar as dificuldades de diagnóstico em meninas e mulheres autistas com consequente demora do tratamento associado. MÉTODO: Foi realizada uma revisão de literatura, tendo como pergunta norteadora "Por que há uma maior dificuldade no diagnóstico tardio em meninas e mulheres autistas?", sendo excluídos artigos duplicados entre as bases de dados, teses e artigos, apresentando como critérios de inclusão artigos disponíveis com acesso online na íntegra em inglês, publicados nos últimos 10 anos (2014-2024) e relacionados com a pergunta norteadora. A pesquisa se deu na BVS, para a busca foram utilizados os descritores "transtorno do espectro autista", "diagnóstico tardio" e "feminino", sendo identificados na lista dos Descritores em Ciências da Saúde e combinados a partir do marcador booleano "AND".RESULTADO: Nas bases de dados Medline e Lilacs foram obtidos, respectivamente, 34 e 2 artigos, que posteriormente, foram submetidos, pelos critérios de inclusão e exclusão, resultando em 6 artigos. CONCLUSÕES: Diante da análise, percebe-se que o diagnóstico tardio do TEA em meninas e mulheres se deve, em parte, a imposição de comportamentos sociais atribuídos às mulheres, pois ainda prevalece a cultura de silenciar a mulher e do comportamento passivo, o que implica em imitar umas às outras para evitar a sensação de não pertencimento, além da incapacidade de entender sensações e sentimentos, e/ou verbalizá-los, e pela necessidade de aceitação pelos seus pares, desencadeando o chamado Masking. Ou seja, sugere-se que a chave para isso é, justamente, a capacidade de camuflar as dificuldades sociais; por isso, uma explicação proposta é que essas características fazem parte de um fenótipo feminino para o autismo que difere do fenótipo masculino.