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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
RAZÕES PARA A BAIXA COBERTURA VACINAL EM CRIANÇAS BRASILEIRAS NA PANDEMIA DA COVID-19: REVISÃO DA LITERATURA
Relatoria:
Renata Verissimo Fidelis
Autores:
  • Weslla Karla Albuquerque Silva de Paula
  • Maria Wanderleya De Lavor Coriolano-Marinus
  • Kelly Katharina Gino de Paula
  • Ellen Ribeiro da Silva
  • Amanda Kalyne Silva Jerônimo
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: O Programa Nacional de Imunização (PNI), a partir do estabelecimento do calendário de vacinação infantil, conseguiu repercutir positivamente na saúde pública e na diminuição da taxa de mortalidade por doenças infectocontagiosas no Brasil. Nas últimas décadas, o país tem registrado uma menor tendência à adesão das vacinas, ocorrendo a menor cobertura vacinal infantil em 30 anos durante o período pandêmico da COVID-19. Objetivo: Revisar na literatura as razões para as baixas coberturas vacinais em crianças brasileiras na pandemia da COVID-19. Método: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, realizada nas bases de dados da BIREME por meio dos descritores “cobertura vacinal”, “criança”, “pandemia”, combinados com o operador booleano AND. A coleta dos dados foi realizada em julho de 2022. Resultado: Foram encontrados 161 artigos. Em 2020, o Brasil alcançou 75,07% na cobertura vacinal infantil, a menor já registrada. Foi verificado que os imunizantes com menores coberturas foram a de Febre Amarela, Hepatite B, BCG e Pneumocócica 10V, atingindo respectivamente a cobertura de 61,36%, 62,54, 72,98 e 71,20%, contrariando a taxa de cobertura vacinal recomendada pela OMS. Dentre os principais fatores para a queda da cobertura vacinal no território durante esse período, está a redução da percepção do risco das doenças, hesitação vacinal, maior consciência dos possíveis eventos adversos, o distanciamento social, crise político-econômica e as fake news. Conclusão: A queda da cobertura vacinal infantil no Brasil é um processo multifatorial, manifestado principalmente pela influência política, hesitação vacinal, aumento da consciência populacional das possíveis reações vacinais, alta disseminação de notícias falsas e diminuição de propagandas de incentivo à vacinação. Implicações para a Enfermagem: Os profissionais da enfermagem enfrentam o desafio de esclarecer aos pais e cuidadores de crianças sobre a importância da vacinação, além de portarem a missão de desmentir as fake news criadas em torno das vacinas.