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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
AUSÊNCIA DE ADOLESCENTES COM HIV DA ATENÇÃO BÁSICA NA PERCEPÇÃO DE ENFERMEIRAS
Relatoria:
ANDREY FERREIRA DA SILVA
Autores:
  • SARA GABRIELE SILVA DOS SANTOS
  • JEYVERSON IVINY DA SILVA NASCIMENTO
  • KARLA MYCHELLE CEZARIO DE LIMA
  • RENISE BASTOS FARIAS DIAS
  • JULYANA ALBUQUERQUE DE OLIVEIRA FRANÇA
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Trabalho de conclusão de curso
Resumo:
INTRODUÇÃO: A infecção pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) em adolescentes representa um grande problema de saúde pública que, apesar dos esforços para seu controle e prevenção, tem aumentado significativamente em todo mundo. De acordo com as estatísticas das Nações Unidas, no ano de 2022, existiam cerca de 39 milhões de pessoas vivendo com HIV em todo o mundo, incluindo 1,7 milhões de crianças e adolescentes entre os 0 e os 14 anos. A Atenção básica se apresenta enquanto potente cenário de acolhimento de adolescentes já diagnosticados, contudo, existem barreiras que afastam esse público desse cenário. OBJETIVO: Desvelar as percepções de enfermeiras acerca da ausência de adolescentes com HIV da atenção básica. METODOLOGIA: estudo qualitativo, descritivo e exploratório, realizado com 5 enfermeiras que atuavam na atenção básica do município de Santana do Mundaú, Alagoas, Brasil, com as quais foi aplicado uma entrevista semiestruturada, entre os meses de setembro e outubro de 2023. Os dados coletados foram categorizados no software NVIVO12 e sistematizados de acordo com os preceitos da análise de conteúdo. A interpretação dos dados respaldou-se em textos científicos nacionais e internacionais que tratam da temática. RESULTADOS: A percepção das enfermeiras em relação ao afastamento dos adolescentes com diagnóstico positivo para HIV da atenção básica, foi sistematizada em três categorias. A primeira sinalizou para o desconhecimento desse público acerca da gravidade da doença, mesmo diante da existência da divulgação em massa de informações. A segunda apontou a presença de vergonha em frequentar esses cenários de atenção, bem como o medo da quebra do sigilo profissional para a comunidade e seus familiares. Por fim, a terceira a qual remeteu a duas percepções distintas por parte desse público, sendo uma ancorada na concepção da impossibilidade do agravamento de sua condição de saúde e outra na presença de uma aproximação, por conta do seu diagnostico, com a morte. CONCLUSÃO: Os resultados dessa pesquisa sinalizam para a necessidade de mudança na percepção, por parte dos adolescentes diagnosticados com HIV, acerca dessa doença, suscitado aumento na busca por cuidados na atenção básica e melhor adesão ao tratamento. Para tanto, é urgente a ampliação de estratégias de disseminação de informações para esse público, para além dos canais tradicionais, por meio das redes sociais e aplicativos acessados por eles.