
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
ENTRAVES ENFRENTADOS POR ENFERMEIRAS NA PREVENÇÃO DE INFECÇÕES SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS EM ADOLESCENTES
Relatoria:
ANDREY FERREIRA DA SILVA
Autores:
- JEYVERSON IVINY DA SILVA NASCIMENTO
- SARA GABRIELE SILVA DOS SANTOS
- KARLA MYCHELLE CEZARIO DE LIMA
- RENISE BASTOS FARIAS DIAS
- MULLER RIBEIRO ANDRADE
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Trabalho de conclusão de curso
Resumo:
INTRODUÇÃO: As infeções sexualmente transmissíveis em adolescentes são um problema de saúde pública que devem ser enfrentados no contexto da atenção primária, todavia, as profissionais atuantes nesse cenário enfrentam entraves para a execução desta ação OBJETIVO: desvelar os entraves enfrentados por enfermeiras da atenção básica à execução de estratégias de prevenção de Infecções Sexualmente Transmissíveis para adolescentes. MATERIAIS E MÉTODOS: estudo qualitativo, descritivo e exploratório, realizado com 5 enfermeiras que atuavam na atenção básica do município de Santana do Mundaú, Alagoas, Brasil, com as quais foi aplicado uma entrevista semiestruturada, entre os meses de setembro e outubro de 2023. Os dados coletados foram categorizados no software NVIVO12 e sistematizados de acordo com os preceitos da análise de conteúdo. A interpretação dos dados respaldou-se em textos científicos nacionais e internacionais que tratam da temática RESULTADOS: Os resultados são apresentados em três categorias. A primeira revela que um dos entraves à execução de atividades de prevenção de IST’s para adolescentes, diz respeito a não procura dos mesmos aos serviços de saúde por apresentarem vergonha, bem como por medo de terem seus relacionamentos amorosos expostos aos seus pais. Essa condição, segundo as profissionais entrevistadas, dificulta a criação de grupos de trabalho o que inviabiliza a realização de atividades para esse público no contexto do serviço de saúde. A segunda categoria destaca a falta de tempo associado ao excesso de demanda de trabalho. Além disso, as profissionais relatam que, pela falta de recursos materiais nos serviços de saúde essas, muitas vezes, precisam utilizar de recursos próprios, caso queiram desenvolver atividades de forma lúdica. A terceira categoria revela a resistência dos pais dos adolescentes impedindo-os de participarem de atividades que tratem de IST’s no ambiente escolar. Essa concepção ocorre, segundo as enfermeiras, pelo entendimento de que tais atividades realizadas nas escolas ou nas unidade de saúde estimulam a prática sexual precoce. CONCLUSÕES: É de suma importância a execução e o fortalecimento de políticas públicas e a conscientização dos pais para que se consiga solucionar essa problemática e o impacto que que ela traz, ocasionando a diminuição do número de infecções sexualmente transmissíveis em adolescentes.