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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
ANÁLISE REFLEXIVA SOBRE O AUMENTO DE CASOS DE COINFECTADOS POR HIV-TUBERCULOSE E A FALHA NO CUIDADO
Relatoria:
Thamyris Eduarda Moura da Costa
Autores:
  • ÍTALA PAULA MORAIS DA SILVA
  • MILENA SILVA BEZERRA
  • JORDANA DA SILVA SOUZA
  • BRUNNA FRANCISCA DE FARIAS ARAGÃO
  • ELISABETE MARIA GOMES
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: A Tuberculose (TB) é considerada uma das infecções mais frequentes em pessoas que vivem com o Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV), visto que em relação à coinfecção TB/HIV, as pessoas vivendo com HIV apresentam risco 28 vezes maior de desenvolver TB ativa quando comparadas com a população em geral. Desta forma, nota-se as inúmeras diversidades que estão presentes em relação ao processo saúde-doença, contribuindo para a falha na adesão ao tratamento, tais como a quantidade de medicamentos, constrangimento, ansiedade, efeitos colaterais, entre outros. Embora a TB possa acometer a pessoa que vive com HIV em diferentes estágios de progressão da doença, há maior incidência naqueles que apresentam imunossupressão, apresentando o risco de morte. Objetivo: refletir sobre o aumento do número de coinfectados por HIV-TB e a falha no processo de cuidado. Método: Estudo epidemiológico descritivo, realizado a partir de dados secundários obtidos no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), disponibilizados pelo Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS), referente aos casos novos de coinfectados por HIV-TB , ocorridos no Brasil, notificados no período de Janeiro de 2022 a Dezembro de 2023. Resultados: no período delimitado, foram notificados 21.557 casos de TB-HIV no Brasil (2022= 9.865 / 2023= 11.692); Considerando o perfil social, a maior parte dos casos se concentram no sexo masculino e referente a idade, o maior índice concentra-se em 20-39 e 40-59 anos 50,55% e 41,31% respectivamente. Considerações Finais: o aumento significativo dos casos notificados de pacientes coinfectados por HIV-TB nos leva a refletir a falha no processo de cuidado, seja este em vários níveis do serviço de saúde mas principalmente da atenção primária ,visto que esta é a coordenadora do cuidado e ordenadora da rede de atenção à saúde, devendo todo paciente que positiva para TB ser testado para HIV e vice-versa. Sendo assim, é possível garantir um acompanhamento eficaz e a continuidade do cuidado, evitando infecções oportunistas e promovendo proteção e qualidade de vida. Além disso, também é importante prezar pelo autocuidado do indivíduo, fazendo-o entender a importância da tomada de medicamentos, evitando abandono e lhe oferecendo todo suporte necessário para lidar com as inúmeras adversidades durante o tratamento.