
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
FÁRMACOS EFICAZES NO TRATAMENTO PARA ESQUIZOFRENIA: UMA REVISÃO INTEGRATIVA
Relatoria:
Alessandra Silva de Albuquerque
Autores:
- Ana Karine Laranjeiras de Sá
- Natália de Sampaio da Silva
- Patrícia Gomes De Mélo
- Letícia Ellen Remigio Pessôa
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
A esquizofrenia, transtorno mental complexo e crônico, afeta aproximadamente 1% da população, com maior incidência entre os 18 e 55 anos e etiologia multifatorial ainda não completamente compreendida. Objetivou-se identificar os fármacos mais eficazes no tratamento para esquizofrenia. Este estudo realiza uma revisão integrativa da literatura e adota os critérios propostos pelos Principais Itens para Relatar Revisões Sistemáticas e Metanálises (PRISMA), foram selecionados artigos por meio de bases como CAPES, Redib, Dialnet, BDENF, EBSCO e PsycINFO, no período de setembro a novembro de 2023. Os critérios de inclusão contemplaram artigos completos, de acesso livre, online, em inglês, espanhol e português, publicados entre janeiro de 2018 e novembro de 2023. Foram excluídos dissertações, relatos de caso, resumos em anais, editoriais, teses e revisões de literatura, a amostra final incluiu 9 estudos. Identificou-se que a abordagem terapêutica para a esquizofrenia envolve, principalmente, o uso de antipsicóticos, destacando-se a clozapina como a opção mais eficaz especialmente para a esquizofrenia resistente ao tratamento. Além disso, o uso desse fármaco viabilizou a manutenção de um tratamento monoterápico preferível à polifarmácia, o que reduziu consideravelmente os riscos de interação medicamentosa e de mortalidade entre seus usuários, apesar de seus conhecidos efeitos colaterais. Ademais, foram identificados outros grupos de fármacos utilizados em tratamentos adjuvantes como antidepressivos, estabilizadores de humor e benzodiazepínicos. Estes últimos compõem uma classe de medicações responsável pelo aumento da mortalidade diante de seu uso prolongado. Já os antipsicóticos injetáveis de ação prolongada, por sua vez, foram abordados como uma alternativa de terapia válida e preventiva no abandono do tratamento, embora permaneça subutilizada em consequência de pesquisas insuficientes para sua aplicação de forma segura. Portanto, apesar da clozapina ter sido identificada como a medicação mais efetiva em termos de redução de sintomas positivos e negativos da esquizofrenia, observou-se a necessidade de adequação da abordagem terapêutica às condições específicas de cada indivíduo para que a funcionalidade máxima e melhora da qualidade de vida dos pacientes sejam alcançadas.