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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DE CRIANÇAS INTERNADAS POR INFECÇÕES INTESTINAIS MENORES DE 1 ANO: ESTADO DE SERGIPE
Relatoria:
Beatriz Carvalho de Souza
Autores:
  • Maralâne Nacimento de Figueiredo
  • Ana Carolina Oliveira de Meneses Valença
  • Rosemar Barbosa Mendes
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: A internação é um processo fundamental no cuidado de pacientes cujas condições de saúde exigem monitoramento e tratamento intensivo de infecções intestinais em ambiente hospitalar. Esse período crítico afeta a qualidade de vida e o processo de recuperação do indivíduo, que enfrenta muitos desafios durante a internação. As doenças do sistema gastrointestinal são prevalentes na infância e é um dos motivos que levam à internação das crianças menores de um ano. Objetivo: Descrever o perfil epidemiológico de crianças menores de 1 ano internadas por infecções intestinais em Sergipe. Métodos: Estudo ecológico e descritivo, longitudinal e retrospectivo, de séries temporais, analisando as internações de crianças menores de 1 ano internadas por doenças infecciosas intestinais no estado de Sergipe do Brasil de 2013 a 2023. O levantamento desses dados ocorreu em junho de 2024 de dados secundários do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS), do Ministério da Saúde. Para os cálculos das taxas foram empregados o software TabWin 4.1.5 e o programa Microsoft Excel. Resultados e Discussão: Foram observados 6.177 internações por doenças infecciosas intestinais nos anos e faixa etária considerados. O sexo masculino predominou entre as admissões (n= 184; 2,98%), assim como as crianças de cor parda (n= 194; 3,14%). A média de internação no período foi de 32,9 internações com tendência linear decrescente (R²= 0,718). Além disso, os maiores números de internações foram observados em 2015 (n= 45; 0,73%) e, seguindo a pesquisa, a quantidade mais baixa de mortes ocorreu no ano de 2022 (n=13; 0,21%). Entretanto, é importante destacar que a partir do ano de 2020, período pós início da pandemia da COVID-19, houve uma baixa nas internações que podem ser resultado de subnotificação. Conclusão: As doenças infecciosas intestinais continuam sendo doenças da infância, mesmo tendo quantidade de internações decrescentes no estado de Sergipe. Faz-se necessário analisar a possibilidade de subnotificações ocorridas nos anos da pandemia do COVID-19 e que possam perdurar, visto que a partir desse período as internações tiveram um declínio considerável. Outrossim, é indispensável o desenvolvimento de intervenções educativas pela equipe de saúde e a abrangência para o rastreio da doença, com intuito de minimizar o número de internações, além de auxiliar na implementação da prevenção e do tratamento das infecções intestinais, voltados para a família e a comunidade.