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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
ÓBITO MATERNO NO BRASIL COMO CAUSA BASE O ABORTO: 2010 A 2022
Relatoria:
Kauã Henrique da Silva
Autores:
  • Vilmeyze Larissa de Arruda
  • Maria Clara Saturnino de Souza
  • Pietra Nascimento Cruz
  • Pãmela Rodrigues de Souza Silva
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: No Brasil, segundo o Código Penal Brasileiro, há dois tipos de aborto: aborto legal e aborto criminoso. Apesar do aborto ser criminalizado no Brasil, isso não impede que os casos aconteçam, o que o torna um grande problema de saúde pública por levar as mulheres a procurar meios inseguros e arriscados, como clínicas clandestinas, para interrupção da gestação. Um aborto inseguro pode acarretar sequelas, temporárias ou permanentes, podendo evoluir ao óbito. Objetivo: Descrever o perfil do óbito materno como causa base o aborto no Brasil entre os anos de 1996 a 2022. Método: Estudo quantitativo e descritivo, utilizando dados secundários do TABNET do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS). Foram considerados todos as notificações de óbitos maternos como causa base o aborto no Brasil, no período de 1996 a 2022. Foi realizada análise descritiva. Resultados/discussão: Entre os anos estudados ocorreram 2.101 óbitos maternos em decorrência do aborto. Deste 58,92 % (n= 1.238 ) correspondem ao aborto não especificado, 10,95% (n= 230) falha na tentativa do aborto. Quanto ao perfil das mulheres 42,59% (n= 894) eram pardas, na faixa etária de 20-29 anos (n=968; 46,12%), houve também notificações de óbitos entre crianças e adolescentes, o que corresponde a 16,27% (n=341) dos óbitos. Quanto à escolaridade 45,78% (n= 962) tinham entre 4 a 11 anos de estudo, 62,54% não possuíam companheiros enquanto 20,03% eram casadas. O local de ocorrência do aborto foi predominantemente o hospital (91,81%) e à região sudeste e nordeste possuem as maiores proporções (42,64%; 26,98%) respectivamente. Considerações finais: Embora não haja um sistema de informação com dados oficiais do número de abortos realizados no Brasil, os resultados do presente estudo demonstram o perfil de mulheres em vulnerabilidade e com maior risco de óbito por aborto. Reforçando a necessidade de políticas de saúde que abrange a complexidade e as multifacetas que envolve o aborto e a autonomia da mulher.