
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO NA PREVENÇÃO DA VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA ATRAVÉS DA EDUCAÇÃO EM SAÚDE NO PRÉ-NATAL
Relatoria:
Maria Eduarda Araújo Oliveira da Silva
Autores:
- Débora Camylle Souza dos Santos
- Yasmin Maria Gomes de Souza
- Ryanne Carolynne Marques Gomes Mendes
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
INTRODUÇÃO: A violência obstétrica é caracterizada por qualquer conduta, ato ou omissão por parte do profissional de saúde, que direta ou indiretamente leva à apropriação indevida dos processos corporais e reprodutivos das mulheres. Segundo a Organização Mundial da Saúde, prover informações às mulheres sobre os seus direitos sexuais e reprodutivos, e informá-las sobre uma assistência digna no período gravídico-puerperal, pode evitar o desrespeito e a realização de práticas violentas. A informação durante as consultas de pré-natal se mostra como uma importante ferramenta e pode ocorrer por meio de ações educativas implementadas pelos profissionais da enfermagem. OBJETIVOS: Analisar a atuação do enfermeiro na prevenção à violência obstétrica por meio da educação em saúde no pré-natal. MÉTODOS: Trata-se de uma revisão de literatura por meio da busca nas bases de dados SciELO, Medline, Lilacs e BDENF, com os descritores “Enfermagem”, “Violência obstétrica” e “Pré-natal”. Utilizou-se como critério de inclusão, estudos publicados nos últimos cinco anos, nos idiomas inglês e português. RESULTADOS: A amostra foi composta por três estudos que apontaram que a falta de conhecimento e o medo do parto tornam a mulher vulnerável a sofrer violência obstétrica. Dentro de possíveis causas desse tipo de violência, destacam-se o despreparo profissional e institucional, bem como o autoritarismo profissional. Ressalta-se que o enfermeiro atua na prevenção da violência obstétrica a partir de ações educativas durante as consultas de pré-natal, com vistas a informar às gestantes sobre os diferentes tipos de violência, seus direitos durante o ciclo gravídico-puerperal e a importância de sua autonomia. lsto não só torna a grávida protagonista do seu próprio parto, como também promove a valorização pessoal, a autoestima e a confiança. CONCLUSÃO: A educação em saúde é uma estratégia de enfrentamento à violência obstétrica, uma vez que possibilita o conhecimento das mulheres sobre seus direitos. Este estudo abordou a atuação do enfermeiro nas ações educativas que podem concretizar a humanização na assistência no pré-natal, como também, a reflexão sobre a prática do profissional acerca do cuidado oferecido às gestantes, a fim de garantir uma assistência eficaz e segura.