
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
DESAFIOS NO CUIDADO DE ENFERMAGEM EM AMBIENTE PRISIONAL
Relatoria:
Rhayanne Silva de Almeida
Autores:
- Bárbara Noêmia Bastos Izidoro
- Rosa Caroline Mata Verçosa de Freitas
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Trabalho de conclusão de curso
Resumo:
INTRODUÇÃO: Historicamente, as prisões têm sido ambientes com condições de vida precárias e cuidados de saúde inadequados. Diante dessa realidade, o Ministério da Saúde, em colaboração com o Ministério da Justiça, elaborou o Plano Nacional de Saúde no Sistema Penitenciário em 2003. Após dez anos houve uma reformulação para a Atenção Integral à Saúde das Pessoas Privadas de Liberdade no Sistema Prisional em 2014. A atuação da enfermagem no ambiente prisional abrange uma ampla gama de responsabilidades, desde cuidados primários de saúde até ensino, pesquisa e gestão do cuidado. OBJETIVO: Este resumo tem como objetivo analisar as condições de saúde e os desafios enfrentados pelo sistema prisional brasileiro, com ênfase na atuação da enfermagem no cuidado à população encarcerada. MÉTODOS: Para atingir o objetivo deste trabalho, utilizou-se a revisão integrativa de literatura. A coleta de dados foi realizada na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), abrangendo LILACS, BDENF, MEDLINE, SciELO e PUBMED. Foram incluídos artigos em inglês e português, publicados entre 2019 e 2024. De uma amostra inicial de 97 artigos, 48 foram excluídos por não atenderem aos critérios metodológicos, restando 16 artigos para análise. RESULTADOS: As prisões no Brasil enfrentam sérios déficits estruturais e processuais, que afetam diretamente a saúde dos detentos. Problemas como superlotação, infraestrutura inadequada e escassez de profissionais de saúde resultam em uma assistência ineficaz. As equipes de saúde nas prisões são frequentemente compostas apenas por enfermeiros e técnicos de enfermagem, que enfrentam desafios significativos, incluindo a influência dos agentes penitenciários nas decisões sobre o atendimento de saúde, o que pode limitar a autonomia dos enfermeiros e resultar em um cuidado fragmentado. A falta de recursos adequados, preparo específico para atuar nesse ambiente e a sobrecarga de trabalho são barreiras significativas para a eficácia dos cuidados de saúde oferecidos aos detentos. CONCLUSÃO: Os desafios no sistema prisional envolvem saúde, segurança, políticas públicas e direitos humanos. É crucial adotar abordagens multidisciplinares e políticas inclusivas, investir na infraestrutura das prisões, capacitar profissionais e melhorar as condições de trabalho. Mais recursos devem ser direcionados para investigar e tratar questões de saúde masculina, promovendo melhores condições de saúde para detentos e um sistema prisional mais justo e humano.