
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
CASOS DE HANSENÍASE EM MENORES DE 15 ANOS NO ESTADO DE ALAGOAS, BRASIL: 2002-2022
Relatoria:
Mariana Goulart Silvestre
Autores:
- Genilda Castro de Omena Neta
- Karina Calheiros da Silva
- Gabriel da Silva Ataíde
- Beatriz Vieira Sousa de Barros
- Clodis Maria Tavares
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
INTRODUÇÃO: A hanseníase é uma patologia infecto contagiosa, com um caráter crônico que é causada pela Mycobacterium leprae, que afeta, principalmente, os nervos periféricos e a pele. O diagnóstico da hanseníase em menores de 15 anos de idade caracteriza persistência na transmissão do bacilo e infecção recente, considerando que a hanseníase é uma doença de evolução lenta. OBJETIVO: Avaliar as características epidemiológicas dos casos novos de hanseníase em menores de 15 anos no estado de Alagoas, no Brasil, entre 2002 e 2022. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo descritivo, com abordagem quantitativa. Os dados foram obtidos pelo Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS) nos períodos de 2002 a 2022. O indicador da taxa de detecção por faixa etária foi obtido utilizando o número de casos e a população de cada estrato multiplicado pela constante de 100 mil. Os programas utilizados para obter estes resultados foram TabNet e programa LibreOffice versão 7.4. Parâmetros de classificação de endemicidade adotados: baixo (< 0,50), médio (0,50 a 2,49), alto (2,50 a 4,99), muito alto (5,00 a 9,99) e situação hiperendêmica (>= a 10,00). RESULTADOS: Foram notificados 578 casos em menores de 15 anos. O maior indicador de taxa de detecção na faixa etária de 0 a 4 anos foi no ano de 2002 (0,875) e o menor foi nos anos de 2004, 2005, 2007, 2012, 2013, 2016 e 2022 (0%) . Na faixa de 5 a 9 anos, a maior foi no ano de 2013 (4,017) e a menor em 2020 (0,766). Já entre as faixas de 10 a 14 anos, a maior foi em 2017 (9,681) e a menor em 2021 (3,280). Nos primeiros 10 anos, a taxa que demonstra maior endemicidade é a de 2003 (12,332), enquanto a menor é a de 2007 (7,236). Já entre os anos 2013 e 2022 essa maior endemicidade foi em 2014 (10,905) e a menor foi em 2021 (5,236). Houve um declínio nos casos de hanseníase a cada 100 mil habitantes de 2019 a 2022. Sobre o perfil clínico destas pessoas afetadas pela hanseníase durante o período, demonstrou ser de maioria na forma Indeterminada (29.34%), seguida da forma Tuberculóide (25,17%), Dimorfa (15.97%), Não classificada (15,45%), Virchowiana (7,81%) e, por fim, ign/branco (6,25%). CONCLUSÃO: A partir deste estudo pode-se analisar que a maior detecção entre as faixas etárias ocorre entre adolescentes de 10 a 14 anos de idade. A endemicidade da faixa etária no geral (0-14), fica entre muito alto e hiperendêmico. Já sobre perfil clínico, as formas polarizadas representam a maioria dos afetados pela hanseníase.