
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
TRANSIÇÕES NA PRÁTICA DA ENFERMAGEM EM CUIDADOS PALIATIVOS: REFLEXÕES À LUZ DA TEORIA DE TRANSIÇÃO DE MELEIS
Relatoria:
MARIA PAULA BERNARDO DOS SANTOS
Autores:
- Hilary Elohim Reis Coelho
- Nádia Margareth Andrade Silva
- Sandra Pereira de Souza Marques
- Edirlei Machado dos Santos
- Juliana Dias Reis Pessalacia
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: A prática de enfermagem em Cuidados Paliativos (CP) é marcada por transições contínuas que exigem adaptação e resiliência. A Teoria de Transição de Afaf Meleis pode proporcionar uma compreensão mais profunda dos desafios e oportunidades enfrentados pela enfermagem nesse contexto. Objetivo: Refletir sobre as transições da prática profissional da enfermagem nos CP à luz da Teoria de transição de Afaf Meleis. Métodos: Trata-se de um estudo teórico-reflexivo, construído a partir de uma revisão de literatura de natureza exploratória, fundamentada no referencial teórico da Teoria de transição de Afaf Meleis. Resultados e discussão: Meleis categoriza as transições em diferentes tipos, incluindo transições situacionais e relacionadas à saúde, frequentemente observadas na prática de CP. Tais transições envolvem mudanças significativas na abordagem e nas prioridades de cuidado, desviando o foco curativo e direcionando para o foco no alívio dos sintomas e no suporte emocional dos indivíduos. Segundo a teoria, o processo de transição envolve várias fases: início da transição, período de engajamento ativo e fase de término. Esses estágios podem ser observados na prática de enfermagem em CP, onde os profissionais começam a desenvolver competências específicas e eventualmente se tornam especialistas capazes de proporcionar um melhor cuidado. A prática de CP pode trazer desafios emocionais e psicológicos significativos a enfermagem, especialmente ao lidar com a morte e o sofrimento. Para tanto, Meleis enfatiza a importância de reconhecer facilitadores e obstáculos no processo de transição. Os facilitadores incluem formação contínua, suporte organizacional e a presença de uma equipe interdisciplinar, já os obstáculos envolvem a falta de recursos, carga de trabalho excessiva e o estresse emocional associado ao cuidado de pacientes terminais. Os resultados das transições podem ser avaliados pela adaptação bem-sucedida, melhoria na qualidade do cuidado e na satisfação do paciente e da família. Podem ser vistos também pelos profissionais através da capacidade de fornecer cuidados compassivos e eficazes, desenvolvimento de resiliência emocional e encontro do significado em seu trabalho. Conclusão: Entender as transições na prática da enfermagem em CP pode aprimorar a prática clínica, já que, ao refletir sobre estratégias que promovam a resiliência e o bem-estar, e ao oferecer suporte para facilitar tais transições, pode tornar cuidado prestado mais humanizado.