
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
PERFIL SOCIAL, CLÍNICO-OBSTÉTRICO E AMBIENTAL DAS GESTANTES DE FORTALEZA
Relatoria:
Laysla de Oliveira Cavalcante Lima
Autores:
- Mônica Oliveira Batista Oriá
- Lorena Barbosa Pinheiro
- Ivana Rios Rodrigues
- Luziene de Sousa Gomes
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Trabalho de conclusão de curso
Resumo:
INTRODUÇÃO: A saúde da mulher está em evidência entre os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU, principalmente em relação à redução da taxa de mortalidade materna global. No Brasil a meta é reduzir a mortalidade materna para 20 mortes para cada 100 mil nascidos vivos. OBJETIVOS: Objetiva-se avaliar o perfil social, clínico, obstétrico e ambiental das gestantes do município de Fortaleza. METODOLOGIA: Estudo descritivo e transversal participaram 255 gestantes. Foram incluídas gestantes que estivessem entre 11+0 a 13+6 semanas de período gestacional, de gestação única, cadastradas nas Unidades de atenção primária à saúde (UAPS). A coleta de dados ocorreu a partir de um formulário contendo os dados sociodemográficos, clínicos, obstétricos e ambientais. Os dados obtidos foram processados em planilhas de um banco de dados no Programa Excel. A análise estatística foi feita com auxílio dos programas Power BI, que é um serviço de análise da Microsoft. Este estudo faz parte de uma proposta maior devidamente aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Ceará (UFC). RESULTADOS: A faixa etária predominante foi de 20 a 35 anos (181;71%); 203 gestantes (79,6%) afirmaram não ter doença crônica, porém 8 (3,1%) têm doença hipertensiva. Sobre a prática de atividade física, 106 (41,5%) a realizavam antes de engravidar e apenas 13 (5,1%) mantiveram atividade física durante a gestação. Na variável relacionada ao Índice de Massa Corporal (IMC), 110 gestantes (43,1%) classificaram-se como peso adequado. Os dados obstétricos, 181 gestantes (70,9%) estavam na primeira ou segunda gestação, 118 (46,2%) nunca haviam parido, a maioria 117 (45,8%) eram primíparas, e entre as multíparas 29 (11,3%) relataram a incidência de pré-eclâmpsia na gestação anterior. Quanto à rede de esgoto, 213 (83,5%) moravam em áreas que tinham saneamento básico e 209 (81,9%) tinham o destino adequado para a rede de esgoto. A origem da água encanada em suas casas, sendo essa proveniente da rede pública do Estado do Ceará (CAGECE) contemplou 253 (99,2%) gestante. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Conhecer o perfil das mulheres durante a gestação é fundamental, pois a partir dele é possível verificar os riscos e as vulnerabilidades às quais as gestantes estão expostas e a partir disso estabelecer as propostas de intervenções eficazes para o monitoramento adequado e a prevenção de riscos obstétricos o que proporcionará um gerenciamento clínico bem sucedido.