
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
ANÁLISE EPIDEMIOLÓGICA DE ÓBITOS POR INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO NO MARANHÃO ENTRE 2013 E 2022
Relatoria:
Emanuel Vasconcelos Brandão
Autores:
- Raylena Pereira Gomes
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
INTRODUÇÃO: O Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) diz respeito a interrupção do fluxo sanguíneo de uma artéria coronária, causando hipóxia tecidual e posterior necrose da área afetada do músculo cardíaco, constituindo-se como a primeira causa de morte no mundo e a segunda no Brasil. Nesse contexto, a elevada taxa de mortalidade é observada principalmente pela velocidade de instalação da condição, com consequente óbitos antes mesmo de receber qualquer intervenção. OBJETIVO: Descrever e analisar a incidência de óbitos por Infarto agudo do miocárdio no Maranhão. MÉTODOS: Estudo ecológico quantitativo, de caráter descritivo e exploratório, que buscou avaliar a incidência de óbitos por IAM de 2013-2022 no Maranhão na faixa etária de 5-74 anos, através de dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), disponibilizados pelo Departamento de Informática do SUS (DATASUS) e tabulados para análise através do TABNET. Como variáveis, foram utilizados: faixa etária, sexo, município e local de ocorrência. RESULTADOS: No Maranhão, de 2013 a 2022, 18.615 pessoas foram a óbito por IAM, e somente no ano de 2017, ocorreram 10,8% dos casos, tendo o maior percentual no período. Quanto aos municípios maranhenses com maior incidência, segundo notificações do SIM, destaca-se a capital São Luís (14,38%), Imperatriz (4,67%) e Timon (2,57%). Quando realizado a análise por faixa etária (5-74 anos), observou-se que 36,1% (6.727) dos casos ocorreram entre 60 a 69 anos, que evidencia o processo de transição demográfica, em que há um constante aumento da população idosa, com um estilo de vida sedentário, favorável ao desenvolvimento de doenças coronarianas. Por fim, ainda foram analisados os casos por sexo, em que 65,3% dos óbitos foram de indivíduos do sexo masculino, que pode ser explicado pela negligência destes em buscar os serviços e cuidados de promoção, prevenção e proteção da saúde, além da falta de políticas públicas, dentre outros fatores. CONCLUSÃO: Portanto, conclui-se que há um crescente aumento da incidência de óbitos por IAM, principalmente entre os homens, que se instala como um grave problema de saúde pública. Deste modo, o fortalecimento da Atenção Primária se apresenta como a mais importante estratégia de promoção de saúde, levando informação que gere mudança no estilo de vida dos usuários, com ênfase a busca ativa e criação de vínculo para adesão dos usuários as práticas de autocuidado.