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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
FATORES ASSOCIADOS E ESTRATÉGIAS DE CONTROLE DO HPV EM PROFISSIONAIS DO SEXO
Relatoria:
Luana Oliveira Façanha
Autores:
  • Marília Ramalho Oliveira
  • Vanessa da Silva Guimarães
  • Yasmin Pereira Sousa
  • Hellen Stefany da Silva Oliveira
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
INTRODUÇÃO: O HPV é uma das infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) mais comuns no mundo, com mais de 100 tipos virais identificados, dos quais pelo menos 14 são cancerígenos. Profissionais do sexo estão em maior risco de contrair HPV devido à natureza de sua atividade profissional que frequentemente envolve múltiplos parceiro e, em alguns casos, o não uso consistente de métodos de proteção, como preservativos Muitas vezes, essa população enfrenta barreiras significativas no acesso a serviços de saúde e prevenção, incluindo discriminação, estigma e falta de recursos financeiros. Essas barreiras podem levar a diagnósticos tardios e ao tratamento inadequado das infecções por HPV, aumentando o risco de desenvolvimento de lesões pré-cancerosas e câncer cervical. OBJETIVO: Identificar os fatores associados a prevalência de HPV em profissionais do sexo e elaborar estratégias para minimizar o risco de infecção associada a essas mulheres. METODOLOGIA: Trata-se de uma revisão integrativa realizada através das bases de dados Biblioteca virtual em saúde (BVS) e Medline (PubMed) na qual foram encontrados 19 artigos nos idiomas: Língua Portuguesa e Inglesa, no período de 2010 a 2024 que abordaram a temática em estudo a partir dos seguintes descritores: HPV, Profissionais do sexo, Estratégias de saúde com a utilização do operador booleano AND, na qual foram selecionados 8 artigos para compor a pesquisa. RESULTADOS: Os sorotipos mais identificados em profissionais do sexo foram HPV52, HPV35, HPV51, HPV16, HPV18 e HPV31. Foi observado, ainda, uma incidência de infecção por cepas de alto risco em torno de 45%, relacionada à fatores como idade inferior a 20 anos, início da vida sexual precoce e tempo de trabalho sexual inferior a 1 ano. Outrossim, em relação às medidas de controle e proteção, os estudos evidenciaram que mais da metade dessa população não utiliza nenhum método. CONCLUSÃO: A infecção por HPV representa uma preocupação crítica entre as profissionais do sexo, em virtude da elevada prevalência e do acentuado risco de desenvolvimento de câncer cervical nesse grupo populacional. No entanto, constata-se que a maioria dessas mulheres não adota quaisquer medidas preventivas. Desse modo, torna-se premente a implementação de estratégias eficazes de saúde pública, a fim de mitigar a transmissão do vírus e prevenir as complicações decorrentes dessa problemática nessa população vulnerável.