
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
RELATO DE EXPERIÊNCIA: ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM A PACIENTE COM LESÃO PÓS OPERATÓRIA NA CLÍNICA UNIVERSITÁRIA
Relatoria:
Heloisa Kaori Kikuchi
Autores:
- Fernanda Prado Marinho
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Relato de experiência
Resumo:
Introdução: A Clínica Universitária de Enfermagem e Multiprofissional da UENP - Campus Luiz Meneghel, em parceria com a Prefeitura de Bandeirantes e a Secretaria Municipal de Saúde, atende a comunidade universitária, a população adstrita e os municípios abrangidos pelas 18ª e 19ª Regionais de Saúde do Paraná. São oferecidas consultas de enfermagem, clínica geral, urologia, apoio psicológico, além de práticas clínicas supervisionadas e desenvolvimento de projetos de ensino, pesquisa e extensão da Universidade. Objetivo: Relatar a experiência da assistência de enfermagem a paciente com lesão pós-operatória. Metodologia: Os atendimentos visam prestar assistência de qualidade voltada para a prevenção e tratamento de feridas, tendo como público-alvo pacientes com feridas agudas, crônicas, cirúrgicas e oncológicas. Resultados: Paciente O.P.P.L., mulher, 74 anos, hipertensa e diabética, compareceu à clínica em 06/11/2022, após histerectomia total (11/07/2022), apresentando abscesso e deiscência de sutura no pós-operatório. Ao exame físico, apresentava ferida aberta em região suprapúbica, com esfacelo, tecido de granulação e secreção purulenta. Foi higienizada com soro fisiológico 0,9% e clorexidina 2%, e tratada topicamente com hidrogel com alginato associado a Kolagenase®, coberto com gaze não aderente, gaze e fita microporosa. Orientada a trocar o curativo diariamente. Em 26/10/2022, a lesão apresentava tecido de granulação em toda sua extensão e ausência de secreção, sendo a Kolagenase® substituída por fibrinase com cloranfenicol. Em 21/03/2023, a lesão reduziu para 2 cm x 2,5 cm, com predomínio de tecido de granulação. Em 23/03/2023, foi coletada amostra de material microbiológico da lesão, identificando Staphylococcus saprophiticus. Em 26/05/2023, a lesão estava cicatrizada, porém com dermatite no local da incisão. Foi higienizada com soro fisiológico 0,9% e clorexidina 2%, e tratada topicamente com Tegum® (emulsão com óleo de andiroba). Orientada a hidratar a área três vezes ao dia. Em 29/05/2023, a lesão estava epitelizada, sem secreção e sem sinais de dermatite, e a paciente foi liberada com orientações para cuidados domiciliares. A paciente demonstrou satisfação por não necessitar de nova cirurgia. Conclusão: A evolução positiva do quadro clínico, com cicatrização completa em menos de seis meses, destaca a importância do acompanhamento constante e do embasamento técnico-científico na conduta adotada pelos profissionais e alunos envolvidos no tratamento.