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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
USO DE INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NO PROCESSO DE CLASSIFICAÇÃO DE RISCO DIGITAL DA ENFERMAGEM
Relatoria:
JOSÉ ILTON LIMA DE OLIVEIRA
Autores:
  • Nayara Alves de Sousa
  • Cassia Magalhães Cunha Santos
  • Wedia Duarte Pereira Ferreira
  • Beatriz Silva almeida Gomes
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Relato de experiência
Resumo:
INTRODUÇÃO: A classificação de risco é uma atividade essencial que exige competências e habilidades dos profissionais de enfermagem. Para garantir a segurança do paciente e do profissional, O COFEN instituiu A Resolução Nº 661/2021, estabelece a quantidade de atendimento de 15 pacientes por hora. Na prática, esses direcionamentos enfrentam desafios significativos, especialmente em serviços de urgência e emergência, onde a alta demanda frequentemente ultrapassa o preconizado, dificultando a eficiência operacional e a qualidade dos registros clínicos. A integração da inteligência artificial (IA) surge como uma solução inovadora para atender a essas recomendações, otimizando a triagem dos pacientes e aprimorando a qualidade dos registros clínicos. OBJETIVO: Relatar a experiência da implementação da Inteligência Artificial na classificação de risco em um hospital de urgência e emergência. MÉTODOLOGIA: Trata-se de um relato de experiência de natureza descritiva e abordagem qualitativa, fundamentado em etapas da pesquisa ação, entre janeiro e maio de 2024 em um hospital de urgência e emergência. Etapa 1 - Diagnóstico: Observação participante para identificar os principais desafios enfrentados pelos profissionais de enfermagem na classificação de risco e na qualidade dos registros. Etapa 2 - Desenvolvimento da solução: Proposição de um formulário web com campos objetivos para registro de dados do histórico do paciente, avaliação física e queixas. A IA sugere um fluxograma de atendimento do protocolo de Manchester compatível com a queixa, gerando registros clínicos automatizados. Etapa 3 - Implementação: Capacitação dos enfermeiros para utilizar o sistema IA, com simulações realísticas. Etapa 4 - Avaliação: Auditoria interna para para medir a eficiência operacional, a qualidade dos registros clínicos e a satisfação dos profissionais de enfermagem com a nova ferramenta. RESULTADOS: A implementação da IA na classificação de risco resultou em uma significativa melhoria na eficiência operacional no registro de informações clínicas, otimizando o tempo de atendimento. As auditorias internas revelaram melhorias na precisão e na qualidade dos registros clínicos. Os profissionais relataram maior satisfação com o processo, destacando a e a redução da carga de trabalho. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A integração da Inteligência Artificial na classificação de risco demonstrou ser uma solução eficaz para superar os desafios operacionais enfrentados pelos profissionais de enfermagem.