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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
FATORES DE RISCO PARA O DESENVOLVIMENTO DE DOENÇAS CARDIOVASCULARES EM PESSOAS VIVENDO COM HIV/AIDS
Relatoria:
Ryanne Beatriz Duarte Torres
Autores:
  • Carla de Fátima Rocha Guedes
  • Idália Ribeiro Santana
  • Flávia Accioly Canuto Wanderley
  • Lygia Alves Vieira Antes
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
INTRODUÇÃO: A infecção pelo HIV bem como a utilização de terapia antirretroviral (TARV) parecem influenciar negativamente alguns fatores de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares em pessoas vivendo com HIV. OBJETIVO: Avaliar fatores de risco e risco global para desenvolvimento de doenças cardiovasculares em pessoas vivendo com HIV/AIDS submetidas à terapia antirretroviral. MÉTODO: Trata-se de um estudo descritivo, com abordagem quantitativa, desenvolvido em um projeto de Iniciação Científica vinculado a uma Universidade Estadual e a um hospital-escola público, especializado em doenças infecto-contagiosas. Noventa e oito pessoas atendidas por um serviço de atendimento especializado foram abordadas pelos pesquisadores, e, destas, 59 aceitaram participar do estudo mediante a assinatura do termo de consentimento livre e esclarecido. Todos os pacientes eram soropositivos, com idade igual ou superior a 18 anos e estabilidade de peso. Os dados apresentados são parciais e se referem a 28 pacientes que tiveram os prontuários analisados e dados extraídos para: 1) identificação de fatores de risco e, 2) estratificação do risco cardiovascular global (Escala de Framingham). Para análise do risco global e caracterização da amostra foram registrados: diagnóstico de diabetes, hipertensão, consumo de álcool e tabaco, tempo de diagnóstico e tratamento para HIV, idade e sexo. RESULTADOS: Dos 28 participantes, 67,9% (n=19) são homens. Constatou-se que, 17,9% (n=5) tinham diagnóstico de diabetes, 28,6% (n=8) hipertensão, 7,1% (n=2) tabagismo, 21,4% etilismo (n=6). Até o momento, 39,3% (n=11) dos pacientes apresentam baixo risco de desenvolvimento de DCV, 50% (n=14) risco intermediário e 10,7% (n=3) alto risco. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Apesar dos dados apresentados ainda serem parciais, e, embora o tratamento (farmacológico e não-farmacológico) de pessoas vivendo com HIV/AIDS tenha evoluído ainda não é capaz de reduzir o risco para desenvolvimento de DCV nesses pacientes.