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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
IMPACTO DA PANDEMIA DE COVID-19 NA COBERTURA VACINAL DA POLIOMIELITE E SARAMPO NO BRASIL
Relatoria:
Kassya Fernanda Freire Lima
Autores:
  • LÍVIA MAIA PASCOAL
  • GIRLANE CAROLINE PEREIRA SANTOS
  • MARTA SILVA DE SANTANA
  • SUELEN GOLÇALVES BARROSO
  • FABIANA ALVES SOARES
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: a pandemia de COVID-19 impôs desafios sem precedentes aos sistemas de saúde globais, incluindo a interrupção de programas de vacinação essenciais. A poliomielite e o sarampo, que são doenças imunopreveníveis, tiveram suas taxas de coberturas vacinais afetadas significativamente durante esse período. Objetivo: analisar a cobertura vacinal da poliomielite e sarampo entre os anos de 2018 a 2023 no Brasil. Metodologia: trata-se uma análise descritiva de dados secundários sobre a cobertura vacinal, com foco na poliomielite e sarampo. Foram coletados do Ministério da Saúde entre os anos de 2018 a 2023. Após coleta foi realizada uma análise comparativa das taxas de cobertura vacinal antes, durante e após a pandemia. Resultados / Discussão: os resultados indicam uma queda significativa na cobertura vacinal durante os anos críticos da pandemia entre 2020 a 2021. No que diz respeito à vacinação da poliomielite, foi revelado uma tendência de queda na cobertura de 90% em 2018 para 77% em 2020, acentuando-se para 71% em 2021 durante o auge da pandemia de COVID-19. A recuperação na cobertura vacinal de poliomielite em 2022 (77%) e 2023 (83%) sugere que houve esforços dos gestores para o seu aumento, incluindo campanhas de vacinação intensificadas e estratégias de comunicação. Sobre a vacinação contra o sarampo, ocorreu uma redução na cobertura vacinal durante a pandemia. A primeira dose da vacina tríplice viral reduziu de 93% em 2018 e 2019 para 81% em 2020 e 75% em 2021. Similarmente, a cobertura da segunda dose teve uma redução de 77% em 2018 para 53% em 2021. Apesar das dificuldades, a melhoria das taxas de cobertura para a primeira dose (81% em 2022 e 86% em 2023) e a segunda dose (58% em 2022 e 62% em 2023) demonstra a eficácia das estratégias de mitigação implementadas, como campanhas de conscientização e a reintrodução de serviços de vacinação. Considerações Finais: A análise da cobertura vacinal de poliomielite e sarampo durante os anos de 2018 a 2023 revela o impacto profundo da pandemia de COVID-19 sobre os programas de vacinação infantil no Brasil. A pandemia impôs uma série de desafios aos sistemas de saúde, destacando vulnerabilidades existentes e a necessidade de resiliência e adaptabilidade. Este estudo enfatiza a necessidade de fortalecer os sistemas de saúde para garantir a continuidade dos programas de vacinação durante crises sanitárias.