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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA DENGUE EM SERGIPE: ESTUDO ECOLÓGICO DE SÉRIES TEMPORAIS 2014 A 2023
Relatoria:
MILLENA VICTORIA DOS SANTOS ADAN
Autores:
  • Ellen Silva Oliveira
  • Luan Araújo Cardoso
  • Rebecca Maria Oliveira de Gois
  • Maria da Pureza Ramos de Santa Rosa
  • José Marcos de Jesus Santos
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: A dengue é endêmica no Brasil – com a ocorrência de casos durante o ano todo – e tem um padrão sazonal, coincidente com períodos quentes e chuvosos, quando são observados o aumento do número de casos e um risco maior para epidemias. Do ponto de vista clínico, a dengue é uma doença febril aguda, sistêmica e dinâmica, que pode apresentar amplo espectro clínico, podendo parte dos pacientes evoluir para formas graves, e inclusive levar a óbito. O grande desafio está na suspeita adequada e precoce do paciente com dengue, que é aspecto importante para sua evolução favorável. Objetivo: Analisar o perfil epidemiológico da dengue no Estado de Sergipe entre 2014 e 2023. Método: Trata-se de um estudo ecológico das notificações de Dengue registradas no período de 2014 a 2023 no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS), cujas unidades de análise foram os 75 municípios do Estado de Sergipe, no Nordeste do Brasil. O levantamento destes dados de domínio e acesso público, que por sua vez desobriga a submissão a Comitê de Ética em Pesquisa, ocorreu nos meses de abril e maio de 2024, utilizando-se da Estatística Descritiva em Microsoft Excel. Resultados/Discussão: Foram registradas um total de 32.566 notificações de dengue nos 10 anos analisados (2014 a 2023) e em todos os municípios de residência em Sergipe, com média e desvio-padrão anuais de 3.257±2.845 notificações e destaque nos anos 2015 (n= 9.257 casos), 2019 (n= 5.989) e 2022 (n= 5.203). A dengue entre crianças e adolescentes teve prevalência de 17,14% (n= 5.581) e 21,76% (n= 7.085), respectivamente. A maioria das notificações de dengue foi registrada na faixa etária adulta (54,35%; n= 17.701), sexo feminino (55,14%; n= 17.956) e critério confirmatório classificado como clínico-epidemiológico (52,34%; n= 17.045). Considerações finais: Evidenciou-se número de notificações persistente da dengue em Sergipe no período analisado, com três anos da série histórica que apresentaram aumento significativo e mais de 1/3 dos casos registrados entre crianças e adolescentes, sobretudo no sexo feminino. Esse cenário reforça a necessidade de fortalecimento nas ações de combate às arboviroses no Estado, sobretudo em áreas de maior endemicidade.