LogoCofen
Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
REFLEXÕES SOBRE IMUNIZAÇÃO EM TERRITÓRIOS INDÍGENAS: EXPERIÊNCIA DE ESTUDANTE DE ENFERMAGEM EM MATO GROSSO
Relatoria:
Eulandia Oliveira Messias
Autores:
  • Pâmela Roberta de Oliveira
  • Laura Alves de Amorim
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Relato de experiência
Resumo:
INTRODUÇÃO: A imunização em áreas indígenas apresenta desafios únicos devido às particularidades culturais, geográficas e logísticas dessas comunidades. A eficácia da vacinação depende da sensibilidade às práticas tradicionais de saúde e, também, da autonomia dos povos indígenas sobre suas próprias decisões de saúde. OBJETIVO: Descrever as experiências relacionadas ao acompanhamento da vacinação, durante o mês de fevereiro de 2024, realizadas em territórios indígenas no Estado de Mato Grosso. MÉTODO: Trata-se de um estudo descritivo e transversal, do tipo relato de experiência, realizado por acadêmica de enfermagem da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). RELATO DE EXPERIÊNCIA: Um dos desafios observados na prática da imunização reside na resistência das famílias à adesão vacinal, além de questões logísticas decorrentes da falta de transporte e do difícil acesso às aldeias. Foi também identificada uma disparidade entre os registros da caderneta de vacinação e o censo vacinal utilizado pela equipe de saúde local, onde algumas vacinas estavam registradas na caderneta mas não no censo, ou vice-versa. Adicionalmente, a mobilidade frequente dos indígenas entre diferentes aldeias dificulta a atualização do calendário vacinal, especialmente para crianças menores de 5 anos. DISCUSSÃO: A disparidade entre registros de vacinação e censo vacinal destaca a necessidade urgente de melhorar a integração e comunicação de dados. A alta mobilidade dos indígenas entre diferentes aldeias apresenta desafios na manutenção do calendário vacinal, enquanto a resistência das famílias à vacinação, especialmente entre crianças menores de 5 anos, requer estratégias respeitando as particularidades da cultura. Valorizar os especialistas tradicionais indígenas, como parteiras, lideranças comunitárias e Agentes Indígenas de Saúde, é fundamental. Eles desempenham papel fundamental na disseminação de informações sobre saúde e na promoção da confiança nas intervenções de saúde, incluindo a vacinação, dentro de suas comunidades, contribuindo significativamente para o sucesso das iniciativas de imunização. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Esta experiência foi essencial para desenvolver competências interculturais na imunização e compreender o papel do enfermeiro na saúde indígena. Salienta-se a necessidade de valorizar os saberes tradicionais indígenas, integrando-os às estratégias de vacinação e educação em saúde para melhorar o cuidado e o bem-estar dessas comunidades.