
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
PREVALÊNCIA DA GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA NO BRASIL DE 2018 A 2022
Relatoria:
Hillary Bastos Vasconcelos Rodrigues
Autores:
- Victórya Suéllen Maciel Abreu
- Bruna Barroso de Freitas
- Douglas de Araújo Costa
- Melissa Bezerra Machado
- Priscila de Souza Aquino
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: A gravidez na adolescência é uma problemática de alcance mundial que pode ser intensificada por outros problemas como o abuso sexual infantil, casamento infantil e obstáculos de obtenção de contraceptivos, bem como dificuldades de uso. Assim, compreender a epidemiologia dessa problemática no Brasil é crucial para o desenvolvimento de estratégias de controle e cuidado mais eficientes. Objetivo: Analisar a prevalência de gravidez na adolescência no Brasil de 2018 a 2022 segundo as regiões. Métodos: Trata-se de um estudo ecológico descritivo baseado em dados de nascidos-vivos entre mães adolescentes de 10 a 19 anos, extraídos da plataforma ODS Brasil, de 2018 a 2022. A análise foi realizada usando estatística descritiva na plataforma Planilhas Google, considerando as regiões do Brasil e os anos estudados. Por serem dados de domínio público, o estudo não necessitou de aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa. Resultados: Durante o período analisado, o total de nascidos-vivos entre adolescentes foi de 1.937.373, com maior número de casos no Nordeste, com 663.031, e menor no Centro-Oeste com 159.206. Em relação à média nacional anual de nascidos-vivos, entre pubescentes de 10 a 14 anos, de 2018 a 2022, foi de 17.966, enquanto a média para de 15 a 19 anos foi maior, com 369.508,6 nascidos-vivos. Quanto à taxa nacional, a menor registrada foi de 21,6 por mil em 2022, e a maior foi de 29,4 por mil em 2018. Ademais, a região Norte apresentou o maior valor de nascidos-vivos para 1000 adolescentes do período, com 39,68, enquanto a região Sudeste teve a menor, com 20,32. Conclusão: O estudo revela disparidades significativas na prevalência de nascidos-vivos entre adolescentes nas regiões do Brasil, com a maior taxa média na região Norte e a menor no Sudeste. Essas diferenças sugerem uma forte influência de fatores socioeconômicos e culturais na incidência de gravidez na adolescência. Portanto, é crucial implementar políticas públicas que abordem essas desigualdades regionais, focando na educação sexual e no acesso a métodos contraceptivos, para melhorar a saúde e o bem-estar das adolescentes de forma equivalente em todo o país.