
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
Sepse em adultos hospitalizados em Unidade de Terapia Intensiva: Incidência e fatores de risco
Relatoria:
Thayrine Cardoso Brandão
Autores:
- Ana Beatriz Norberto Nunes Bezerra
- Tayrine Helen Marques do Nascimento
- Wellen Andreina dos Santos Silva
- Elyrose Sousa Brito Rocha
- Lúcia de Fátima Carvalho Mesquita
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: A sepse é caracterizada pela ocorrência de uma reação inflamatória sistêmica, com um foco infeccioso presumido ou evidente. A associação de sepse com disfunção orgânica caracteriza a sepse grave. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a sepse mata cerca de 11 milhões de pessoas por ano e, segundo o mesmo relatório internacional, se evidenciou que 42% dos pacientes de terapia intensiva, com quadro de sepse, perderam a vida. No Brasil, segundo o Instituto Latino Americano de Sepse (ILAS), o índice é de 670 mil casos por ano, acometendo instituições públicas e privadas. Objetivo: Avaliar a incidência e fatores de risco para sepse em adultos hospitalizados em Unidade de terapia intensiva. Metodologia: Trata-se de um estudo prospectivo de abordagem quantitativa, de campo, transversal, exploratório e descritivo. A pesquisa foi realizada em uma Unidade de Terapia Intensiva de um hospital público de Teresina-PI, localizado no centro da cidade. Os dados da pesquisa foram coletados através de um formulário elaborado pesquisadora e através da escala validada de avaliação do risco de sepse, escala de SOFA. Os dados foram coletados em um período de seis meses, sendo de outubro de 2022 à março de 2023. Resultados: Evidenciou-se que da amostra de 41 pacientes, 90% apresentou fatores de risco para o desenvolvimento de sepse, destes, 38% evoluíram para sepse e 5% evoluíram para choque séptico. Quanto ao perfil, prevaleceu a raça branca, pacientes do sexo feminino, entre 41 a 50 anos de idade. Os principais fatores de risco associados eram: Uso de dispositivos invasivos por período prolongado de tempo, alteração hemodinâmica, sinais de alteração clínica indicativos de disfunção orgânica e exames laboratoriais alterados. Prevaleceu neste estudo, a sepse de foco pulmonar, 44% dos casos, seguida pela sepse de foco abdominal com 19% dos casos e a sepse de foco urinário com 5% dos casos. Conclusão: Constatou-se nesse estudo, vários fatores de risco que devem ser considerados e que são de extrema relevância para o aparecimento de sepse, e que a utilização de uma escala validada que avalie critérios manifestados pelos pacientes pode ser um diferencial para diagnóstico em tempo hábil e tomada de condutas. Evidenciou-se também um número elevado de casos de sepse, as complicações decorrentes desse quadro são disfunções orgânicas com rápida evolução para choques sépticos e óbitos, quadro que pode ser evitado prevenindo e minimizando os fatores de risco encontrados.