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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
VIVÊNCIAS NA COMISSÃO INTRA-HOSPITALAR DE DOAÇÃO DE ÓRGÃOS E TECIDOS PARA TRANSPLANTE
Relatoria:
Iorana Candido da Silva
Autores:
  • Dayane dos Reis Araújo Rocha Holanda
  • Ana Luisa Brandão de Carvalho Lira
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Relato de experiência
Resumo:
Introdução: A Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT), presentes em algumas unidades hospitalares, têm a responsabilidade de organizar rotinas e protocolos institucionais para garantir um diagnóstico seguro de morte encefálica. Objetivo: Relatar a experiência de uma residente de enfermagem durante o rodízio na Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante. Método: Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência, desenvolvido a partir das vivências de uma residente de enfermagem, no mês de outubro de 2023 em um hospital referência em trauma no Ceará. Resultados e discussão: A comissão do hospital onde a experiência foi vivenciada é nível três. Composta por uma enfermeira e uma médica coordenadoras e dois enfermeiros assistenciais. A experiência perpassou por todas as funções da comissão: suspeita do diagnóstico de morte encefálica, comunicação e entrevista familiar, manutenção do potencial doador, e caso o aceite da família, realização do transplante. O enfermeiro da comissão tornou-se uma figura central para as equipes assistenciais, desempenhando um papel crucial em todas as fases do processo de doação de órgãos e tecidos. Portanto, lidar com pacientes em morte encefálica é uma responsabilidade complexa que envolve não apenas habilidades técnicas e científicas, mas também a capacidade de manejar dilemas éticos e realizar abordagens sensíveis junto às famílias. Considerações finais: Conclui-se que a experiência vivenciada foi riquíssima no processo de formação da residente, pois esta adquiriu habilidades e competências essenciais na prática assistencial como raciocínio clínico, manejo de tecnologias duras no processo de diagnóstico e manutenção do potencial doador, comunicação efetiva e assertiva com a equipe multiprofissional e com os familiares do paciente, bem como habilidades em questões gerenciais. Além disso, tal experiência evidenciou a importância do enfermeiro na equipe de saúde no processo de promoção da doação.