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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
FATORES DE RISCOS E CAUSAS PARA A MORTALIDADE APÓS O TRANSPLANTE HEPÁTICO
Relatoria:
Laura Hermínio Sousa
Autores:
  • Angel Evangelista Barroso Magalhães
  • Mariana Marques Oliveira
  • Thais Pereira de Souza
  • Felipe Sousa da Silva
  • Camila Albuquerque Lima
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
INTRODUÇÃO: O transplante hepático (TH) é um procedimento vital para pacientes com doença hepática terminal. O sucesso deste procedimento pode ser limitado por complicações que podem surgir desde o pós-operatório imediato (POI) ou até muitos anos após o transplante. Os principais fatores que levam à morte estão relacionados às complicações agudas e tardias. OBJETIVO: Analisar os fatores de riscos e causas para a mortalidade após o transplante hepático. MÉTODOS: Trata-se de um estudo observacional, retrospectivo, realizado com 84 pacientes que realizaram transplante hepático no período de 2002 a 2021 em um Ambulatório de Transplante Hepático de um hospital universitário de referência. Os dados foram obtidos através da análise de prontuários e pastas do arquivo do local de estudo de pacientes já falecidos. RESULTADOS: As principais etiologia de indicação ao transplante são hepatite C (40,5%), álcool (32,1%) e hepatocarcinoma (29,8%), dentre os acometimentos e comorbidades de maior destaque estão a HDA (34,5%), câncer de origem hepática e não hepática (29,8%) e HAS e DM (25% cada). Em relação às complicações pós-transplante, a insuficiência renal aguda (IRA) foi prevalente em 54,8% dos pacientes, seguido por sepse (36,9%), sangramentos (36,7%), pneumonia (21,4%), rejeição celular aguda (15,5%), trombose da veia porta (13,1%) e ITU (10,7%). As maiores causas de óbito foram falência de múltiplos órgãos (32,5%), choque séptico (30%) e hipovolêmico (7,5%). CONCLUSÕES: As principais causas de óbito foram a falência múltipla de órgãos, choques séptico e hipovolêmico. Comorbidades prévias podem ser agravadas quando associadas ao transplante, assim, indica-se que os profissionais de saúde estejam atentos às condições mais prevalentes e importantes que podem influenciar a sobrevivência dos receptores, além de realizar novos estudos acerca da temática e traçar possíveis estratégias para redução das taxas de complicações em geral.