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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER POR PARCEIRO ÍNTIMO: IMPACTOS NA SAÚDE SEXUAL DE MULHERES
Relatoria:
Liliane Araújo Silva
Autores:
  • Grayce Alencar Albuquerque
  • Roana Bárbara de Almeida Gouveia
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
INTRODUÇÃO: A violência por parceiro íntimo (VPI) representa um problema de saúde pública devido à alta prevalência, implicando manifestações psicológicas e físicas na vida da mulher, além de afetar sua sexualidade, qualidade de vida sexual e função sexual. OBJETIVO: Descrever os impactos na função sexual e qualidade de vida sexual de mulheres em situação de violência por parceiro íntimo. MÉTODO: Trata-se de um scoping review. A coleta de dados ocorreu conforme recomendações do checklist PRISMA-ScR, de dezembro de 2023 a março de 2024, utilizando os descritores “Sexual Health” e “Intimate Partner Violence”, e bases de dados/bibliotecas: Scielo, LILACS, BDENF, Web of Science, PubMed e Google Acadêmico. Os critérios de inclusão foram pesquisas que abordassem a relação da VPI na função sexual ou qualidade de vida sexual de mulheres e/ou que apresentassem como participantes mulheres e/ou documentos referentes a estas. Para os critérios de exclusão, resumos de anais de eventos; artigos incompletos/pagos; monografias/dissertações/teses; e legislações/atos normativos/protocolos. RESULTADOS E DISCUSSÃO: A análise contemplou seis estudos. Compreende-se que a VPI associada à função sexual, qualidade de vida sexual e saúde sexual causa baixa satisfação e disfunções sexuais, transmissão de Infecções Sexualmente Transmissíveis e dificuldades sexuais pós-parto, consequências reforçadas por variáveis socioeconômicas, como a baixa renda e a escolaridade, que tornam a mulher propensa a sofrer VPI. Os achados apontam que a pandemia da covid-19 reforçou a VPI, com a elevação dos casos de abuso sexual associados à violência doméstica pelo confinamento ao lar, elevação dos níveis de estresse, ansiedade, falta de convívio social e sobrecarga do trabalho domiciliar realizado pela mulher. Ademais, exercer a plena sexualidade associa-se à experiência de ter sofrido ou não a VPI, já que a gestão de uma vida sexual é menor naquelas que sofreram, com redução das variáveis sexuais, como o contato, excitação, capacidade orgástica, entre outras. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A VPI tem caráter pluridimensional e está perpetuada na vida da mulher. Assim, é fulcral a promoção de estudos sobre a temática, devido à reduzida quantidade de pesquisas sobre a VPI associada às consequências na função sexual. Logo, é imprescindível que a rede de enfrentamento à violência contra a mulher obtenha recursos teóricos e práticos para rastrear e lidar com casos em que a VPI impacta na saúde sexual das mulheres.