
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
ASSISTÊNCIA EM SAÚDE PARA PESSOAS SURDAS: ACESSO E UNIVERSALIDADE NA PERSPECTIVA DOS ESTUDANTES DE ENFERMAGEM
Relatoria:
Hyoana Lurdes Monteiro da Costa
Autores:
- Yann Lucas Pita de Oliveira
- Mayla Victoria Braz Campelo
- Anderson Ferreira da Rocha
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Relato de experiência
Resumo:
Introdução: O Sistema Único de Saúde (SUS) é norteado por princípios que o direcionam e caracterizam, sendo um de seus pilares centrais a universalidade, a qual constitui a saúde como sendo um direito de todos e sua garantia deve ser provida pelo estado, sem distinções de qualquer natureza. Em um cenário paralelo, no que compete a assistência à saúde a pessoa surda, é notória a presença de impasses no cumprimento desse direito constitucional, uma vez que a comunicação oral se faz majoritária durante os atendimentos cotidianos, e é reforçada ainda dentro da graduação, tornando a preparação dos profissionais de saúde condicionada ao atendimento da população não surda, originando uma importante lacuna à sociedade. Objetivo: Descrever as concepções sobre a assistência de saúde realizada por enfermeiros à comunidade surda. Método: Trata-se de estudo descritivo com abordagem qualitativa, do tipo relato de experiência, desenvolvido a partir da vivência em estágio obrigatório em uma Unidade Básica de Saúde no Município de Belém, estado do Pará, no ano de 2024. Resultados e discussão: Considerando o processo de enfermagem como norteador da assistência, suas etapas requerem a manutenção de um diálogo aprazível com o paciente, a fim de compreender suas particularidades e a interferência destas no processo saúde-doença. Contudo, foi evidenciada uma grande problemática no que compete a comunicação direta entre o profissional e o paciente surdo, uma vez que, de forma majoritária, o conhecimento sobre a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) é deficitário, visto que não é amplamente difundido entre profissionais de saúde, adquirindo caráter optativo, gerando a necessidade do cliente estar sempre acompanhado de um interlocutor para transmitir a mensagem, restringindo sua autonomia. Outrossim, o impacto inicial causa frustração pela incerteza sobre como agir diante da situação, além da insegurança de parecer secundarizar o cliente . Considerações finais: É perceptível a existência de entraves nos meandros da implementação do processo de enfermagem para a prestação de assistência ao paciente surdo, urgindo a necessidade de fomento da educação continuada para ensino de LIBRAS aos profissionais de saúde, especialmente enfermeiros, além de capacitações para o estabelecimento de humanização do cuidado.