
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
CONTRIBUIÇÕES DA ENFERMAGEM NA INCLUSÃO DA AMAMENTAÇÃO DE INDIVÍDUOS TRANSGÊNEROS: REVISÃO DE LITERATURA
Relatoria:
Felipe Magdiel Bandeira Montenegro
Autores:
- Mateus Gonzaga Marques
- Wanderlan Pereira de Sousa
- Sylvia Silva de Oliveira
- Vinícius Costa Maia Monteiro
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: O ato de amamentar é frequentemente associado exclusivamente a pessoas cisgênero, ainda que esse processo não dependa do sexo biológico. Embora haja diferenças nos tecidos mamários entre homens e mulheres, a capacidade de conceber e nutrir uma criança é viável para diversas identidades de gênero. Por conseguinte, é possível implementar protocolos que estimulem o desenvolvimento mamário e a produção láctea em mulheres transgênero, possibilitando sua inclusão no processo de maternidade ao reafirmar sua identidade feminina e fortalecer o vínculo mãe-filho conforme a dinâmica familiar. Ademais, a Enfermagem desempenha um papel crucial ao respeitar e apoiar as experiências individuais a fim de mitigar disforias durante o processo gravídico e promover a saúde mental dos envolvidos. Objetivo: Evidenciar os desafios no processo de amamentação das pessoas transgênero. Método: O estudo adota uma abordagem descritiva e utiliza a revisão integrativa da literatura como método de busca. Os descritores selecionados na plataforma DeCS foram: “Transgender individuals”, “Nursing” e “Maternal lactation” e, utilizados nas bases de dados BVS, PubMed e Scielo. Os critérios de inclusão estabelecidos foram: artigos em língua portuguesa e inglesa, disponíveis na íntegra, publicados entre 2019 à 2024, e que abordassem diretamente a temática desta pesquisa para uma análise detalhada dos dados. Resultado: Foram identificados 52 artigos, dos quais apenas 11 corresponderam ao ideal temático proposto. Nestes, destacaram diversos desafios para a atuação da Enfermagem no processo de aleitamento materno de pessoas transgênero. A escassez de apoio emocional e o desenvolvimento de disforia de gênero foram os temas mais abordados, evidenciando que homens transgênero enfrentam dificuldades psicológicas ao amamentar, o que pode causar desconforto emocional. Ademais, outros entraves incluíram o acesso limitado a serviços de saúde especializados, falta de preparo e incentivo dos profissionais de Enfermagem, e resistência ao tratamento por parte das mulheres transgênero por insegurança. Conclusão: Outrossim, observou-se a escassez de pesquisas sobre o tema, especialmente ao que refere os cuidados fornecidos por enfermeiros aos indivíduos transgêneros ingressados no processo reprodutivo. O estigma e a oposição à lactação inclusiva para os referidos indivíduos são notáveis, especialmente na área da saúde, o que impõe barreiras significativas ao atendimento adequado.