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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
ESTRATÉGIAS PARA CICATRIZAÇÃO DE FERIDAS CIRÚRGICAS COM TERAPIA POR PRESSÃO NEGATIVA: REVISÃO INTEGRATIVA
Relatoria:
Marcelly Portela Silva
Autores:
  • Ana Beatriz de Paiva Santos
  • Maria Eduarda Domingues Barreto
  • Maria Clara Diniz Xavier Leal
  • Sarah Gabrielle Andrade Martins
  • Glícia Maria de Oliveira
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
INTRODUÇÃO: Diversos fatores influenciam no processo de cicatrização de uma ferida cirúrgica, como idade, condições de saúde, tipo de cirurgia e cuidados pós-operatórios, e sem a atenção necessária, complicações como infecções podem surgir. Assim, dado que a infecção do sítio cirúrgico pode afetar até 20% dos pacientes com uma ferida pós-cirúrgica, a terapia por pressão negativa (TPN) se revela como estratégia para garantir uma cicatrização adequada. OBJETIVO: Descrever as vantagens e os desafios da utilização da TPN contra a infecção na prática com feridas cirúrgicas. METODOLOGIA: Foi realizada uma pesquisa sistemática nas bases de dados disponibilizadas pelo PUBMED, no período de junho de 2024, através dos descritores “Surgical Wound”, “Dressing” e “Negative Pressure”. A partir disso, 539 artigos foram encontrados e com a filtragem totalizaram-se 63 artigos, após a leitura foram escolhidos 4 artigos, que abordaram a temática e compõem a finalidade da pesquisa. RESULTADOS: Sabe-se que infecções profundas tem grande impacto na vida de um paciente, agravando o seu quadro no pós-cirúrgico. De acordo com os estudos analisados, a TPN foi aplicada em pacientes com diferentes tipos de feridas cirúrgicas, afim de minimizar complicações. Com a adoção da prática, nas feridas de fechamento primário notou-se que não houveram infecções profundas com o uso dessa terapia, ao contrário do grupo com o curativo convencional. Foi analisado também, que essa terapia tem efeito reduzido na fase inflamatória, atuando mais na fase de proliferação na formação de cicatrizes, pois o tamanho da cicatriz do grupo que fez o uso dessa terapia foi menor. Quanto aos estudos sobre feridas complexas, houve resultado favorável, indicando também uma redução nos casos de infecção. Entretanto casos como a cesariana, em pacientes obesos, não reduziu significativamente o risco de infecção do sítio cirúrgico, além da possibilidade de não suportarem o uso rotineiro dessa terapia profilática, e o aumento do custo pode não ser tão vantajoso. CONCLUSÃO: O efeito da terapia na redução das taxas de complicações pós-operatórias foi relatado em vários estudos, porém é um assunto que ainda exige maior compreensão. É possível minimizar infecções, utilizando a tecnologia dessa terapia em alguns casos, melhorando a qualidade de vida do paciente e reduzindo riscos pós-cirúrgicos. Todavia, a ação da equipe multiprofissional é indispensável e requer uma abordagem holística e personalizada para cada paciente.