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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
ANÁLISE DOS PROGRAMAS DE SAÚDE PARA DIABETES MELLITUS E HIPERTENSÃO ARTERIAL EM PAÍSES LUSÓFONOS
Relatoria:
Mauro André da Silva Pinheiro
Autores:
  • Eva Anny Welly de Souza Brito
  • Aluizia Costa de Luna Freire Rocha
  • Jamile Domingos do Nascimento
  • Jamelson dos Santos Pereira
  • Maria Geângela da Silva Oliveira
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 2: Ética, política e o poder econômico do cuidado
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: As Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) representam um grave problema de saúde pública, causando inúmeras mortes prematuras e comprometendo a qualidade de vida. Com 41 milhões de mortes anuais, as DCNT são responsáveis por 71% das mortes globais. Fatores como condições socioeconômicas desfavoráveis e acesso limitado a tratamentos agravam a situação. Hipertensão e diabetes são dois principais contribuintes, com causas ligadas ao envelhecimento populacional, estilo de vida sedentário e dietas inadequadas. Objetivo: Analisar programas de saúde pública destinados ao combate à hipertensão e diabetes mellitus em países lusófonos como Brasil, Timor-Leste e Moçambique, destacando programas e instituições públicas e filantrópicas disponíveis. Método: Estudo descritivo, documental e qualitativo, utilizando fontes primárias de dados dos países. Foram analisados programas de saúde de março a junho de 2024 em sites oficiais dos governos dos países selecionados. A pesquisa incluiu a leitura integral dos documentos e extração de informações. Resultados No Timor-Leste, o Plano Estratégico de Desenvolvimento (PED) 2011-2030 implementou ações para melhorar a infraestrutura de saúde e garantir a continuidade do tratamento para doenças crônicas como hipertensão e diabetes. O programa "Corações de Timor-Leste" visa alcançar 50.000 pessoas até 2050, melhorando a qualidade de vida e reduzindo a mortalidade. No Moçambique, o Ministério da Saúde criou o Departamento de Doenças Não Transmissíveis (DDNT) em 2019, focando na prevenção e tratamento de hipertensão e diabetes. O Plano Estratégico Multissetorial de Prevenção e Controle de Doenças Não Transmissíveis (2020-2029) busca reduzir fatores de risco e garantir acesso a cuidados de saúde de qualidade. No Brasil, o programa HIPERDIA, iniciado em 2002, registra e monitora pacientes com hipertensão e diabetes, oferecendo atendimento médico e medicamentos essenciais. O Programa Farmácia Popular do Brasil (PFPB), instituído em 2004, melhora o acesso a medicamentos primários através de parcerias com farmácias privadas. Conclusão: Os países analisados estão implementando medidas para reduzir os casos de hipertensão e diabetes, conforme metas da OMS. No entanto, apesar dos programas existentes, há uma necessidade de mais ações e políticas eficazes para atender à demanda. A falta de dados e diretrizes operacionais impede o sucesso das metas, destacando a necessidade de medidas mais específicas e abrangentes.