
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DE CASOS DE LEPTOSPIROSE EM UM HOSPITAL NO CEARÁ
Relatoria:
Lorena Deynne Soares Brito
Autores:
- Amanda Maria Bezerra Rocha
- Madalena Isabel Coelho Barroso
- Antonia Rosileide Pinheiro
- Raquel Martins Mororó
- Maria Izabel Avelino do Nascimento
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: A leptospirose é uma doença infecciosa febril provocada pela bactéria Leptospira, cujos principais reservatórios são os roedores. Endêmica, ela assume caráter epidêmico em períodos chuvosos, especialmente em áreas urbanas, associando-se a atividades ocupacionais, esportivas, de lazer, condições precárias de moradia, infraestrutura sanitária deficiente, alta densidade populacional e desastres naturais. A transmissão ocorre principalmente pelo contato direto ou indireto com a urina de animais infectados. Os sintomas variam desde febre, mialgia, cefaleia e náuseas/vômitos até formas graves como insuficiência renal, icterícia e hemorragia, podendo resultar em óbito. Objetivo: O objetivo deste estudo visa caracterizar o perfil epidemiológico da leptospirose em pacientes atendidos em um hospital de doenças infecciosas no Ceará durante o período de junho de 2023 a abril de 2024. Método: Trata-se de um estudo ecológico, utilizando dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) e do Departamento de Informática do Ministério da Saúde (DATASUS). Resultados: Foram registrados 21 casos em 11 meses; 42,86% em 9 meses fora da estação chuvosa e 57,14% durante 3 meses da quadra chuvosa. Predominância masculina (90,47%). 33,33% associados a profissões de risco. Sintomas comuns: febre (80,95%), icterícia (66,66%), mialgia (52,38%), vômitos (47,61%). Hospitalização em 83,71%; letalidade de 9,52%. Considerações finais: O estudo destaca a alta incidência de leptospirose durante períodos chuvosos e entre homens, além da associação de certas ocupações com maior risco de contrair a doença. Isso ressalta a necessidade de medidas preventivas e educativas direcionadas a esses grupos específicos. A vigilância epidemiológica é crucial para o diagnóstico precoce e intervenções oportunas, melhorando o prognóstico dos pacientes, especialmente devido à natureza inespecífica dos sintomas iniciais.